28
Ago 11

mundo_deconstruction

Desde sempre ouvi tratar a guerra como algum mal necessário, sempre como a última das ações, quando falham todas as outras.

Na realidade isso é o que menos tem acontecido ao longo dos nossos civilizados tempos.

Já se iniciaram batalhas por cavalheirismo, motivos religiosos, racismo, megalomanias, ideais expansionistas e até por amor.

Nos últimos tempos o fanatismo religioso estava no ‘top’ por ser o principal motivo.

Ainda antes, há relativamente poucos anos, não só o fanatismo religioso, mas uma mistura com puro racismo e ódio, provocou guerras, que perduram e não se ‘apagam’, tal incêndios com o rescaldo mal realizado, entre gentes que viveram anos a fio em conjunto, mesclando famílias e em convívio salutar, sob uma mesma bandeira e um mesmo hino.

Os inimigos conheciam-se e todos os conheciam.

Agora já não é só assim.

Recentemente com o fenómeno do terrorismo, existe um inimigo sem rosto, formado por um vasto leque de gente sem escrúpulos que consegue convencer outra metade sob a bandeira do fanatismo religioso, para os utilizarem em batalhas para as quais não se conhecem os verdadeiros motivos.

Na verdade, gente como Bin Laden e outros conhecidos monstros, mesmo que morram, os seus inimigos não o reconhecem, para manter uma nesga de rosto, algo na bruma, mostrando-nos assim alguns inimigos para que os conheçamos. Só que nem sempre assim é, e, todos o sabemos, alguns, no entanto, não querendo acreditar.

Após ‘atirarem o corpo de Bin Laden ao mar’, havia que encontrar outro rosto, um nome, um objetivo e aproveitando a vaga de movimentos populares pacíficos no Norte de África e Médio Oriente, fácil foi a tentação de se colar a Líbia à mesma luta, porque o líder era e sempre foi um potencial alvo apetecível e que sempre se colocou a jeito.

O Irão e a Coreia do Norte ficaram para trás como inimigos principais, (porque terá havido esta mudança tão brusca, será que esses países deixaram assim de repente de ser ameaças à Paz mundial?), com a nova administração de Obama e depois de Bin Laden havia que encontrar outra guerra que trouxesse valor ao dólar que já o não tem, e, Kadhafi com a sua política de venda de petróleo em euros não estava a ajudar nada.

Não pretendo defender, nem o faria, o regime e sistema que o auto proclamado coronel, presidente da Líbia, mantinha sobre o os seu povo, mas há muito que assim era e não foi novidade nenhuma pelo que não justifica a celeridade e forma como se ajudaram os rebeldes líbios e se têm deixado morrer sírios, sem qualquer intervenção equitativa, num país onde existe uma ditadura talvez pior que na Líbia, mais feroz, que tanto e desde sempre, tal como Kadhafi, apoiou e colaborou na linha da frente com o Terrorismo.

O petróleo e o seu negócio são um dos fatores, mas considero haver, para além dos benefícios para a incansável Indústria da Guerra e todas as atividades que engloba, até mesmo a reconstruição do que destrói… só não traz à vida os mortos daí resultantes… temos o maior investimento e mais importante na água, a de qualidade, que se já não vale mais que o petróleo, passará a valer dentro de muito pouco tempo.

Veja-se a quantidade de rios subterrâneos nos desertos da Líbia que por motivos naturais de fricção das placas têm subido pela abertura de fendas imensas à superfície, assim como a quantidade das obras em curso para a sua extração artificialmente, com os enorme depósitos e leitos artificiais que vão crescendo por aquela nação.

E a falta de uma intervenção vigorosa na Síria poderá ter que ver com alguns acordos que não conhecemos que possam existir entre alguns dos interessados numa maior estabilidade na região, nestes tempos conturbados, e, daí a ‘tranquilidade’ dos EUA em relação ao Irão e vice-versa?

É que em Israel também o povo tem saído à rua e exigido mais democracia e outras liberdades que lhes têm vindo a ser retiradas, se bem que aí por motivos de alta segurança.

Mas os movimentos populares naqueles países até ao momento não têm tido um cariz religioso e de uma luta pela existência ou não de Israel, o que tem espantado e apanhou desprevenidos os líderes mundiais e os grupos dominantes a que gosto tanto de chamar ‘sem rosto’, que à frente de grandes corporações, são os que na verdade dominam o mundo.

E depois de Kadhafi ‘ser suicidado’ e provavelmente atirado ao mar ou para dentro de algum vulcão fumegante… quem virá?

A questão é que já ninguém procura justificar a intervenção armada num conflito e não noutro, já ninguém fala em depor um ditador e levar a esse país a ‘democracia’, porque esta tal como existe, falhou e todos já o constatámos, só falta admitirmos.

Hoje começa-se uma guerra, seja onde for só porque… sim!

Na Líbia e nos outros países não existem só tropas leais ao regime e rebeldes ou manifestantes, também há crianças, idosos, doentes, gente que não se envolve porque tem outras prioridades e esses?      

No meio de tudo isto, andamos nós cada vez mais baralhados e direccionados para o puro consumismo, assim não pensando porque nos andamos a matar e destruir. Os novos modelos disto e daquilo são lançados à velocidade da luz, ferindo-nos os olhos e cegando-nos a alma.

Haja crise ou não… ainda há uma maioria que não se apercebeu em que mundo está a viver, ainda não se apercebeu o que os rodeia e o que, infelizmente, lhes vem ‘bater à porta’, mais tarde ou mais cedo!

Cada vez com menos liberdade e mais presos que nunca, truncam-nos os sentidos e não nos deixam pensar no que realmente é importante.

É este o sentido da vida?

Foi para isto que fomos criados e ocupamos, talvez, o único planeta do sistema solar ou mesmo do universo?

Quem nos deu o direito de destruir o que não é verdadeiramente nosso, mas de todos?

Será necessário chegar a bater fundo, para olhar e ver o que está à vista desarmada, diante de todos?

Só nós temos o poder de parar com este flagelo e terminar de uma vez por todas com esta merda.

Temos grandes exemplos, porém isolados, de como é possível, sem guerras, ganhar batalhas.

Tivemos quem nos avisasse de formas simples, mas fortes, do mal que poderíamos fazer-nos e deixar fazer-nos.

Chegou o momento de dizer:

- BASTA!

Mais casos de agressões gratuitas entre jovens, mais jovens solitários que pegam numa arma e ‘desatam’ a disparar indiferentemente, mais idosos a assaltar casinos como agora esta semana em frança, assaltos de solitários a bancos com a maior das ‘calmas’, mais casos como o da Noruega e com as implicações que nunca iremos conhecer verdadeiramente, mais acertos de contas entre traficantes como no casino em Monterrey, México, onde depois lavrou um grande incêndio com mortos e feridos graves, roubos de metal a que não escapavam igrejas e capelas, agora nem cemitérios e até, em Vale de Cambra, o busto do antigo jogador do F.C. do Porto, Rui Filipe, morto precocemente num acidente de viação, uma simples homenagem da terra que o viu nascer… nem os ladrões já têm ética?

Que mais será necessário acontecer para acabar com isto?

publicado por FV às 15:32
sinto-me: pacífico!
música: drive.The Cars

23
Ago 11

Ou muito me engano, ou vamos acabar por assistir neste nosso Planeta a mais uma situação similar à da Jugoslávia quando do desaparecimento do Marechal Josip Broz Tito.

Não vou aqui opinar sobre o homem ou o regime e sistema que implantou no território, tal como não o farei relativamente ao novo desafio que se coloca ao mundo.

A desunião entre os jugoslavos foi ultrapassada pela luta contra o inimigo comum, a Alemanha Nazi, e, formando-se assim a Federação da Jugoslávia formada por seis repúblicas sob o pulso forte de Tito que já assumira um importante e significativo papel na luta de resistência à invasão e ocupação.

Embora, não tenha participado na aliança militar do bloco comunista de Estaline e tendo promovido a Conferência Internacional dos Países Não-Alinhados, governou em ditadura de partido único, a Liga dos Comunistas, com toda a firmeza e utilizando todos os instrumentos necessários para afirmar naquele território o regime que seguia e principalmente para manter uma Jugoslávia unida, com os seus diversos povos vivendo em conjunto e harmonia, respeitando-se mutuamente, chegando a acontecer uma miscigenação intercultural e racial.

Obviamente que tinha uma oposição que sempre manteve controlada e beneficiando também da desunião da mesma onde se fazia sentir o antigo rastilho da segregação e valores separatistas.

Poucos anos após a sua morte e com o início da queda dos sistemas comunistas a Leste na Europa, talvez até ‘incendiados’ por interesses da brutal Indústria da Guerra, os diversos povos, etnias, culturas e religiões nas Balcãs, que até ali viviam em paz, explodiram numa guerra cruel, onde gente sem escrúpulos utilizou as mais terríveis formas de guerra conhecidas e mais as que ali se criaram, terminando como todos sabemos num retalho de novos países difícil relacionamento de vizinhança.

Não creio que o Marechal Tito e o seu aparelho, só por si, conseguisse manter a jugoslávia tal como a conhecíamos, unida, apesar das rivalidades e picardias que se podem encontrar em qualquer país e com a excepção de uma fraca oposição que pouco ou nada progredia.

Sem a vontade do povo essa Jugoslávia não poderia funcionar, por tal motivo, estou certo que a ameaça e o reacender do ódio, tal como assistimos, veio de fora, aproveitando políticos e militares ou paramilitares desejosos de protagonismo e poder fosse a que custo fosse.

Ao longo destes anos tem sido notória a hesitação e proteção dada a criminosos dessa guerra, que todos sabiam onde estavam mas ninguém os capturava, acabando ao fim de muito tempo por se prender um par deles, sem que fosse dada relevância aos julgamentos e ao que se passa juridicamente em relação a eles, para que servissem de lições exemplares.

A situação que temos agora pela frente não deixa de ser extremamente similar pelo complexo emaranhado de relações que resultam no país que conhecemos como Líbia, constituído por ínumeras tribos pertencentes a diferentes povos cujas origens remontam a um passado longínquo tão rico como as maiores Civilizações Milenares.

deserto-libia

Só um homem como o auto intitulado Coronel Muammar al-Khadafi, que assumiu o poder à frente de um golpe de estado que derrubou a monarquia, regime que mantinha a união, poderia mesmo tomar o lugar de um Rei.

Também com um regime e sistema muito próprio que se dizia socialista, tem mantido uma Líbia a ferro e fogo, mas unida.

Quanto a oposição tem beneficiado de uma situação parecida ao que se passava na Federação Jugoslava, grupos dispersos, alguns políticos exilados ou auto-exilados, cada um a falar para seu lado, sem qualquer objetivo comum.

A história de Khadafi ou Gaddafi, como tem aparecido escrito nalguma comunicação social e outros meios, é por demais conhecida, os seus avanços, os seus recuos, tanto no mundo ocidental, como em relação aos seus pares do mundo árabe, o seu sonho de uma região árabe ocupando uma faixa do Norte de África e Sul da Europa até para lá do Médio Oriente, tal como outrora foi o Islão, com ele, como Messias, a liderar esta grande Nação Árabe.

Pelo caminho que as migrações humanas estão a tomar, esse sonho já esteve mais longe…

Enfim, o apoio ao terrorismo e a sua prática, a falta de uma linha objetiva e coerente com a verdade dos acontecimentos, sendo que a responsabilidade dos países ocidentais não possa ser posta de parte.

Mas a questão é que os chamados rebeldes agora têm estado unidos e a combater numa frente comum, mas e a seguir?

O que vai acontecer quando o regime cair em definitivo?

Terão os políticos no exílio e que se intitulam personagens de relevo nesta revolta capacidade de a uma só voz, manter esta união na Líbia?

Onde está o antigo Ministro da Justiça de Khadafi, amigo e único a quem o Coronel admitia críticas privadas e públicas que inicialmente apareceu no terreno ao lado dos rebeldes?

Que papel tem a administração dos EUA em todo este caso?

Que tem para dizer a União Europeia e os países que negociavam com Khadafi, Europa essa a que ele deu primazia o que nunca agradou aos EUA, ainda por cima vendendo o petróleo em euros?

A NATO também interveio nas Balcãs e então?

Que influência têm os rios subterrâneos de água pura e as ‘rachas’ que se têm vindo a abrir no deserto fazendo subir esses leitos e as obras artificiais que estão a ser levadas a cabo nesse sentido?

No território líbio são imensos estes casos.

A escassez de água, não a quantidade mas a de qualidade, cada vez é mais preocupante e não será só no petróleo que o mundo ocidental está a pensar.

O comportamento dos políticos e regimes ocidentais são responsáveis pelo que vier a acontecer na Líbia a partir do momento que a libertação do regime de Khadafi se concretizar, o povo líbio não pode ser abandonado numa guerra fratícida, tal como na ex-Jugoslávia, enquanto nós ficamos a assistir ao grande negócio dos interesses da Indústria da Guerra, dos que agora querem dividir para depois reinar.

Mas a intervenção deve ser da ONU e em missão de PAZ, rápida e eficaz, que a burocracia não sirva de desculpa para que se perca nem um minuto.

Que não se aproveite tudo isto para criar mais uma colónia, sim colónia, não há que ter medo de chamar os bois pelos nomes, de alguém que mais uma vez parece estar a jogar ao Monopólio, mas com muitos mortos e muita desgraça, porque o que aparece nas notícias da TV é realidade, não é ficção, na Líbia há crianças, mulheres, idosos, como em todo o lado, não, não é um jogo de vídeo ou do Facebook.

Que se dê o exemplo desta vez e se colabore verdadeiramente na reconstrução de um novo país, sem impor os nossos usos e costumes lá, eles têm os deles, o que podemos é levar-lhes mais conhecimentos do que criámos e aprendemos de novo, assim como, aprender com aqueles povos o que de muito nos têm para dar.

 

Ah! E já agora… valia a pena lembrar a SÍRIA… esses, o povo, não está armado e tem sido dizimado com armas… é carne para canhão... aí porque não vai a NATO?

publicado por FV às 16:53
sinto-me: preocupado!
música: Give Peace A Chance.John Lennon
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21
Ago 11

Não é fácil para mim voltar a este assunto, como católico, praticante, quanto penso que me é suficiente apesar de como em tudo nunca o ser, muito menos nesta situação religiosa, mas para o caso o que realmente importa é que tenho um lado e isso podería ou poderá influenciar a minha posição.

Os acontecimentos que iam decorrendo neste mundo em conturbação permanente de agressividade e violência nada estavam a ter com as religiões, desde as manifestações na Tunísia, passando por tudo o resto, a transformação reclamada estava a ser fundamentalmente económico-social e consequentemente política.

Esses acontecimentos fechados dentro de sociedades, embora abertos ao mundo, começaram a extravazar para a Europa, onde já havia já sementes que facilitaram e despoletaram em situações pouco comuns sem as chamadas ameaças terroristas vindas de fora.

No entanto, o relacionamento entre religiões manteve alguma calma, mantendo-se uma ou outra picardia que logo se sanava naturalmente.

Mais recentemente quando os ânimos dentro da sociedade europeia se incendiaram e a capacidade de resposta se tornou impossível, aparece, de novo, subtilmente uma campanha de desestabilização, de parte a parte, sobre a influência e afluência de seguidores do Islão no mundo, numa tentavia de desviar a atenção das questões sociais e económicas que o ocidente tem, isto sem nenhum carácter opinativo em relação a essa expansão.

A tensão no Médio Oriente sobe, Israel e os seus vizinhos entram em grandes conflitos, sendo um dos motivos a falta de segurança que o Egito assegurava nos Monte Sinai, a situação na Síria acresce em expectativa o perigo naquela região e os interessados do costume ateiam a fogueira inter-religiosa para propagar o fogo que lhes fornecerá mais lenha para a Indústria da Guerra.

E é aqui que eu não entendo o papel do Papa… deste Papa… que saudades de João Paulo II…

Perante tal situação de risco e uma estrondosa campanha contra a Sua visita a Madrid por motivos sócio-económicos, nada diz, ignorando completamente todos os acontecimentos na Europa e no Planeta.

Não teria sido, com tanta gente e jovem reunida, o momento melhor para apaziguar, acalmar, pacificar, unificar os homens?

Para mim o Papa é o representante de Jesus Cristo na Terra, sendo que Jesus é Aquele que eu sigo, como podería Jesus ignorar tais fatos?

Não… que me perdoe Deus se me engano, mas este Papa não está a representar O Messias!

A minha religião ensinou-me que se deseja a união de todas as religiões no mesmo Espírito de Paz.

O Papa disse em Madrid que seguir Jesus é seguir esta Igreja Católica…

Não, esta, tal como está, não acredito!

Soaram-me palavras e frases que não esparava ouvir, soaram-me, talvez pelo momento que atravessamos, o que duvido, a alguma intransigência e alguma dureza.

Acredito na Igreja Católica, na hierarquia como preconizado, mas não acredito que Jesus quisesse que polícias batessem em outros humanos, que se gastasse tanto dinheiro quando tantos morrem de fome, tudo o que foi realizado em Madrid podia ter custado muito menos e ninguém se importaria, a Igreja podería estruturar-se de outra forma e adaptar-se à atualidade, tornou-se uma máquina muito pouco flexível, pesada, valendo-lhe alguns, poucos, salvadores, para não dizer ‘carolas’ ou mais adequamente ‘santos’.

Não, não quero outra Igreja ou Igrejas, quero esta mas como Jesus deixou dito que desejava.

Se é a Opus Dei, os Illuminati ou seja o que for e nem me interessa, nem quero interessar-me sobre essas coisas que nada têm a ver com a minha Fé, a minha Fé!

Não só se perdeu uma grande oportunidade como ainda se acicatou as mentes.

Vi, assisti e assustei-me ao ver as várias reportagens nas estações de televisão com o que foi proferido em Madrid.

Mais… nos últimos acontecimentos mais marcantes destes dias vi sempre a juventude envolvida e hipnotizada, anestesiada, e, na pior deles todos massacrada, na Noruega.

Vi jovens em Inglaterra tomados pelo vandalismo errante, louco, tresmalhado, vi jovens muçulmanos a gritar o que não percebo mas pela expressão de ódio e raiva, se os olhos matassem… e vi jovens extasiados com o Papa e espero que tenham o espírito de analisar, como também escutei, graças a Deus, alguns referirem-se à religião como uma orientação mas que havia assuntos que preferiam não incluir na sua Fé!

Que Deus me perdoe!

publicado por FV às 22:11
sinto-me: com muita fé!
música: Jesus Christ Superstar
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17
Ago 11

Botr b

Não se trata de um tiro no pé de um governo, de um ou dois partidos, trata-se de um tiro de canhão num regime e num sistema que já tinha provado nada ter a dar aos portugueses.

Agora, ultrapassam-se todos os limites, as decisões para a nova política do IVA, são absurdos, rídiculos e se os cidadãos portugueses não despertarem agora nunca mais isso vai acontecer.

A falta de consciência social, a injustiça, a falta de conhecimento da realidade da sociedade do país, ou caso contrário, a hipocrisia e cinismo da gestão destes políticos, alguns deles até se fizeram passar por apolíliticos ou mais ‘terra-a-terra’, outros, apartidários, independentes como gostam de se chamar, que estão a realizar é tanta que não há comparativo no mundo e na História, apesar do que acabámos de passar ainda há muito pouco tempo.

Nem é necessário mexerem em mais nada…

Só com esta medida já demonstram que não é onde deveriam reduzir em despesa que vão procurar as verbas que são necessárias, mas sim, com receitas a bens e serviços essenciais aos portugueses.

Pelo contrário, acabam por beneficiar abertamente e de forma clara quem não precisa de ser beneficiado, prejudicando a maioria dos portugueses independentemente de tudo o resto.

Golfe com preços tão concorrenciais em Portugal mesmo em relação aos mercados estrangeiros, o futebol e outros espetáculos também com fortes patrocínios de marcas conhecidíssimas, privadas… mas porque tem o estado que financiar esses investimentos?

Aulas de natação para crianças ou restauração e sabe-se lá que mais paga o utilizador?

Qual o critério?

Não acredito e creio que os meus compatriotas acreditem que foi a ‘Troiks’ que obrigou a isto!

Se os cidadãos portugueses não se revoltarem agora, nunca mais o farão e este regime, assim como, o respetivo sistema que já revelaram ser geminados vão dar cabo definitivamente da criatividade, da motivação e da energia que ainda resta neste país!

publicado por FV às 21:06
sinto-me: BASTA!
música: eles comem tudo.José Afonso
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08
Ago 11

splash_587241tO ano de 1959 foi sem dúvida marcante na História do nosso planeta, estando no meio de uma época que originou grandes mudanças no mundo, de forma um pouco diferente do que se passa hoje ou nem tanto… cada tempo a seu pempo.

Em todas as áreas da atividade humana e não só assistia-se a uma convulsão, verdadeira revolução de ideias e práticas com regressos a tradições do passado, aproveitando o que de bom, entretanto, se tinha criado.

Travaram-se batalhas contra a guerra, contra a destruição do planeta em todas as suas vertentes, enviaram-se vieram a revelar tanto de um lado como do outro, atrozes.

Jovens no mundo ocidental começaram a envolver-se expressando através de manifestações pacíficas umas, outras não tanto com a ajuda das forças da autoridade, mas principalmente através da arte.

Toda essa crise gerou e fez aparecer uma quantidade com imensa qualidade de artistas de todas as áreas, nomeadamente na música e nas artes plásticas, por serem as mais conhecidas.

Pois é, esta, a atual situação não é a primeira, nem será a última vez que o planeta passará por todas estas crises, o que tivémos passou, acabou, agora o mundo vai mudar outra vez e a luta está difícil, complicada, morrem pessoas, crianças até.

De resto, os outros sinais estão por aí, na rua, na TV… muda o clima, terramotos, tsunamis, abrem-se brechas em desertos com rios subterrâneos, uns de causas naturais outros nem por isso… os ‘relesTV shows’ que começam uns a ter preocupações mais humanas e ecológicas… o sistema vigente a abafar e a ‘abraçar’ todos os que aparecem ‘parecendo’ ser do contra… até do 12 de Março conseguiram fazer um passeio…

O que se passa em Portugal não é um ‘arrotozinho’ de uns senhores que almoçaram muito bem demais, faz parte de um contexto mais vasto, se ainda há quem não tenha reparado o mundo mudou, está em mudança e muito rapidamente ficará diferente, pois hoje já é diferente comparando-o com
uns meses… semanas, atrás?

Agora a questão é de como ficará esse mundo… naqueles anos de que aqui falei tudo se passou mais nas sociedades ocidentais, agora não, agora estamos a tratar de uma mudança global, palavra de que tanto gostamos.

O planeta é uma aldeia, e, ou os povos se juntam e vão celebrar a vitória junto ao coreto, ou, seremos todos escravos, ‘robots’, num mundo incaraterístico, sem eira nem beira, com uma só religião, mas a que nos impuserem ao contrário do que se deseja, a que seremos obrigados a respeitar e cumprir e não custará muito porque tudo se baseia no trabalho já há muito iniciado e a que já assistimos de ‘lavagem’ de cérebros.

Vejam a publicidade, o ‘marketing’, tudo estudado, analisado, já em sofisticados laboratórios, além dos estudos a nível físico, orgânico, na manipulação dos nossos genes.

Parece ficção científica, não é?

Pois bem, já não é mesmo.

O que pensam que tem sido o ‘Politicamente Correto’?

As novas tecnologias seja em que área for têm o seu lado positivo, não são só negativas, antes pelo contrário.

Não foram criadas para ‘roubar’ postos de trabalho, foram criadas para nos servissem melhor e mais, porque as máquinas bem utilizadas só podem é produzir mais postos de trabalho.

As novas tecnologias servem para o nosso bem estar, mas de todos, não de uma minoria que qualquer dia se vai apercerber que o dinheiro não se come!

O poder tem que sair das mãos de uma classe económico-financeira que deve remeter-se ao seu papel regulador das trocas de bens, mas bens verdadeiros, produtos, não bens inventados para enganar tudo e todos e esse poder tem que regressar aos cidadãos que devem eleger os seus representantes de forma direta e sem subterfúgios.

As leis devem ser claras e aplicadas a todos por igual, o referendo é um instrumento democrático a utilizar com bom senso mas o mais possível, os representantes de que acima refiro devem emanar do chamado ‘poder local’ para que todos nos conheçamos e possamos intervir quando necessário em fórmulas de assembleias a estudar.

Temos que recuperar a nossa produção primária até conseguirmos ter em ‘casa’ o máximo de produtos possível, diversificar a agricultura aproveitando o nosso clima para produzir alimentos que são ‘exóticos’ para o resto da Europa da qual estamos mais perto.

Somos uma plataforma geográfica incontornável para todas as rotas de comércio mundial via terra, mar e ar, com a vantagem de sermos um povo que é bem recebido e bem querido por praticamente todos os povos do mundo, únicos neste planeta a ter esse dom que nos vem de trás, de muito longe, do nosso passado, com origens ainda por determinar e com continuidade através dos séculos…

Sim! Vale a pena lutar por isto! Mas não com este regime e sistema socio-político e económico de sobrecarga sobre sempre os mesmos.

Já vimos o que nos espera, comecemos a despertar tal como no resto da Europa e do Mundo, mostremos o que queremos, tão simples como verdadeira qualidade de vida!

Agora que a maioria está de férias, pare e pense um pouco!

Quando voltarem vão encontrar um país diferente, com muitas dificulades para se viver… ou sobreviver, nessa altura… chegará o momento!

É preciso mudar!

Vamos fazê-lo pacificamente, antes que venha a violência e com isso maiores complicações!

publicado por FV às 11:48
sinto-me: com vontade de mudar!
música: Talkin bout a revolution.Tracy Chapman
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