30
Mar 11

Já aqui escrevi, tentei até com um pequeno grupo mobilizar uma saída à rua, frente ao Palácio de Belém, onde como sabem é a residência e local de trabalho oficial do Presidente da República, e, mantenho a minha firme convicção de que a instituição estatal a ser pressionada neste momento da nossa vida como país é exatamente a Presidência da República, independentemente de quem exerça o cargo, daí o local da concentração ser o que acima refiro.

Constitucionalmente, cabe ao Presidente da República tomar a decisão de dissolver, ou não, a Assembleia da República, convocando, ou não, eleições legislativas, ou, tomar a decisão de por sua iniciativa, perante a situação extremamente débil em que Portugal se encontra, encontrar outras alternativas para a recuperação da credibilidade nacional, defendendo assim, até a própria classe política, ou, o que resta dos poucos políticos que ainda se poderão ‘olhar ao espelho’, após todos estes anos.

É evidente que não podemos contar com a colaboração da personalidade Cavaco Silva, temos de contar é em nós portugueses e na nossa capacidade de mobilização e de exigência do melhor para nós, e, isso neste caso só é possível, considerando que estamos no século XXI, que somos pessoas civilizadas e não queremos nem necessitamos de ‘acidentes colaterais’, através da mais alta instância do Estado, obrigando-a a tomar a decisão que o Povo quer, conseguindo nas ruas, além dessa pressão, encontrar a solidariedade internacional que quer queiram ou não, existe e estará sempre do lado da maioria, ainda para mais expressando-se livremente nas praças e avenidas deste país.

Os próprios ideólogos do sistema, porque os tem e bastante inteligentes, sabem muito bem como mover-se neste lodaçal e prevendo algo que poderá ser em grande, bastando para isso recordarem a amostra da passeata de 12 de Março, têm andado num ‘virote’ junto de todos os agentes, incluindo os meios de comunicação social, deste sistema ‘partidocrático’, com o poder nas mãos de certos senhores da área económico-financeira.

Sistema ‘partidocrático’ não é mais senão que uma ditadura de mais que um partido, outrora conhecido por ‘pluralismo democrático’, como o apelidou mais um dos obreiros do mesmo Mário Soares, que já tinha a síndrome de controlar os media, tal como os governantes antes dele e todos os que vieram depois, ditadura porque cada dia que passa nos são retiradas liberdades fundamentais e básicas ao abrigo de obscuras justificações, e, isto quando são dados alguns esclarecimentos.

Até o anúncio de eleições vai ser antecipado para evitar manifestações e saídas à rua dos portugueses.

As imensas dificuldades de agenda do Presidente da República com as visitas do Príncipe Carlos, do ex, Lula da Silva, e, a atual Presidenta do Brasil, como Dilma Rousseff se gosta de apelidar, para reunir o Conselho de Estado e tomar a decisão que nos tem sido dada como falsamente fatal da realização de eleições, foram rapidamente ultrapassadas e solucionadas, como se isso fosse habitual neste nosso Estado.  

Nisto estão eles a ser rápidos e eficazes.

Quando se trata de defender os próprios interesses é vê-los a mexerem-se como nunca o fizeram em favor do país!

Será desta forma que amanhã dia 31 de Março, ao fim da tarde, princípio da noite nos vai ser anunciada a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições, provavelmente já com data e tudo.

O que me parece é que o fantasma dos ‘Brandos Costumes’ continua sobre as nossas cabeças, por tal recebemos tão bem ao conceito do ‘Politicamente Correto’, muito se escreve contra o sistema, muito se mostra a indignação pelo sistema, mas tenho a sensação de que existe um ‘medo’, não o medo físico ou mental superficial, não estou a querer insultar ou ofender ninguém, estou a tentar entender o que nos vai na alma, este ‘medo’ que vos falo é um sentimento que tem a ver com a nossa História, é um ‘medo’ da autoridade, mesmo que essa autoridade não o mereça, nem respeito sequer.

Esta seria a hora de demonstrar o contrário.

Por isso, lembro-vos que o comboio que tem estado parado na estação da esperança, para embarcarmos em direção à mudança de sistema e/ou até de regime, como muitos têm dito e escrito que anseiam, vai partir, a toda a velocidade e ou entramos agora, à voz da última chamada da menina que fala serena e tranquilamente no sistema sonoro, ou vamos ter que andar à procura de um qualquer apeadeiro que poderá ou não aparecer e nem sei daqui a quantos anos, e, se teremos ainda forças e energia, porque até isso eles nos conseguem tirar.

Ah! Para aqueles que tentem entrar com o comboio em andamento, o mais provável é caírem e partirem algum osso ou alguma coisa pior… com ‘danos colaterais’!

 

publicado por FV às 15:18
sinto-me: com pressa!
música: trem das onze.Gal Costa
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28
Mar 11

A Importância Das Religiões


As religiões tradicionais e históricas, suportes fundamentais de culturas civilizacionais milenares, foram perdendo poder e influência, fruto dos erros praticados pelos homens a que elas foram pertencendo e pertencem, mas sempre foram necessárias e sempre proporcionaram ao mundo, com excepção do que atrás refiro, fundamentos básicos e ensinamentos em quase todas as áreas para a evolução da Humanidade, se bem, volto a ressalvar, que terão trazido outras práticas menos próprias mas que não correspondiam ao que essas crenças preconizavam, mas sim ao que homens ambiciosos, sem caráter, que em nome delas se aproveitaram e aproveitam para benefício próprio.

As religiões estavam tão integradas nas culturas dos povos do planeta que por vezes se confundiam com a própria forma de vida, numa promiscuidade de algum modo confuso quando o se imiscuíam na esfera do poder político e de outros interesses que nada tinha a ver com a religiosidade.

Até aos nossos dias as religiões continuam a ter um papel importante na ajuda e apoio aos mais desfavorecidos, tanto mais emergente, quanto mais o Estado se demite das suas obrigações.

Por causa desses erros as religiões acabaram por ir cavando o fosso entre elas, separando-se e entrando em confronto, chegando mesmo a guerrear-se, como se alguma doutrina divina assim o desejasse, mas é claro que por interesses de terras e outras riquezas.

Mais recentemente pela fragilidade humana, resultado das suas convicções sociais e políticas, nacionalistas, da miséria, fome até, ocupações de territórios, historicamente pertencentes ora a uns, ora a outros, divergências provenientes de origens tribais, nalguns casos; de pecados, autênticos crimes sociais e judiciais, para além de morais, enriquecimentos que por vezes resultam de investimentos obscuros e esbanjamentos também moralmente mal aceites; o fato de haver cada vez maiores dificuldades na vida, doenças, vírus mortais, tantos acontecimentos terríveis, resultado da fúria da própria Natureza e tantos outros motivos, como até a falta de tempo, o número de crentes tem vindo a decrescer nalgumas dessas religiões de forma assustadora.

A Indústria da Guerra utilizou tudo isto em seu proveito em diversos pontos do globo, e os seus mentores, aqueles a que tenho chamado os ‘Sem Cara’ do Poder Económico-financeiro que ao mesmo tempo que começavam a controlar o Poder Político, têm promovido, aproveitando-se da História religiosa universal, assim como, destes eventos mais recentes, uma vasta e longa campanha amplificada contra as religiões, conseguindo afastar as religiões dos Estados, por um lado, e, ajudando a aumentar o descrédito dessas doutrinas por outro, esvaziando o seu poder ancestral.

Não foi um acaso, uma coincidência, tudo o que aconteceu nos últimos anos, e, longe de mim que isto sirva de qualquer modo de justificação para os erros e ambições dos ditos ‘religiosos’, que não se veja aqui nenhuma tentativa de branqueamento seja do que for, houve sem dúvida uma ‘guerra surda e muda’, tudo isto tem sido uma estratégia para tomar o poder a nível mundial, em que podem até estar envolvidas personalidades de algumas dessas religiões.

Esta gente sabe que é preciso retirar a Fé e as crenças aos seres humanos para os poder dominar mais facilmente, essas crenças agora são o consumismo, são a procura da marca tal, do produto xyz, a Fé deve ser substituída pela ‘adoração’ do clube do desporto favorito e quanto mais competitivo e feroz, melhor, até porque aí está mais um negócio, há que fazer ‘explodir’, soltar o stress do quotidiano e de ser um ‘robot’ assistindo a esses ‘espetáculos’, discutir as jogadas dentro e fora do campo…

Por exemplo, qual o motivo, no caso do Futebol para que não se adotem as novas tecnologias para ajudar a melhorar o juízo dos árbitros?

Simples… depois que andaria esta gente a discutir durante a semana? Política? Problemas sociais? Justiça? Educação?

Por isso defendo a importância de que os homens bons das religiões, e, sabem a quais me refiro, não vou, nem quero que se perca tempo com isso agora, se devem unir e neste momento histórico em que vivemos, juntos tomem a missão de reabilitar as suas religiões, são mais as semelhanças que as diferenças entre as doutrinas, podem contar com muitos de nós e acredito que muitos ateus e agnósticos estarão ao nosso lado, não porque se converteram ou mudaram de ideias, mas porque entendem o que significa para a Humanidade o papel importantíssimo que a união entre os povos tem e que as religiões podem e conseguirão ajudar a atingir esse objetivo muito mais rapidamente que qualquer outro meio.

Deixo-vos aqui uma pequena estória sobre Fé, assisti a um vídeo sobre a sociedade num país a oriente, no Índico, em que um homem recolhia restos de comida nos caixotes do lixo das traseiras de uma rua de restaurantes de ‘fast food’, numa cidade. Seguiu para casa que era uma barraca, fora da cidade, os filhos brincavam e receberam-no festivamente. Entraram, juntaram-se à mulher, sentaram-se à mesa para comer, quando iam começar, o pai interrompe-os e todos rezaram agradecendo a refeição que iam ter.

Neste momento é importante ter Fé, acreditar em algo.

Eu tenho Fé que os povos do mundo tomarão de novo as rédeas, através de representantes diretos e serão Poder neste Planeta que temos que salvar urgentemente!

“Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, o último peixe for pescado, aí sim eles verão que dinheiro não se come.” Anónimo

  

publicado por FV às 07:44
sinto-me: com Fé!
música: My Sweet Lord.Billy Preston, Eric Clapton e outros
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24
Mar 11

Manifesto Urgente


‘Às vezes parar um pouco para pensar, pode ajudar-nos a avançar muito mais rapidamente!’

Fernando Pessoa

Eu vou… pensar profundamente, para amanhã avançar a passos largos a caminho do futuro de que tenho tantas saudades!

Só que… esgota-se-me o Tempo... até me esqueço de respirar!

Já parámos, debatemos, trocámos ideias, no fundo pensámos!

O comboio passa hoje. Ou entramos já e mudamos radicalmente este status quo, ou, quem sabe, só poderemos ter outro comboio daqui a muitos, muitos anos... e já será tarde!

 

Esta é a grande oportunidade de sairmos à rua e optarmos pelo que tanto ansiamos, a ruptura com a ‘Partidocracia’ é o único caminho para salvaguardar o país dos 'Sem Cara' do Poder Económico que têm estado a perder terreno nesta luta sem quartel.

Dar o flanco com a justificação de se salvar o país é o que este regime e defensores deste sistema hipócrita pretendem.

Isto é chantagem. Já o tentaram entre eles, políticos e partidos, e, agora passam-nos a ‘batata quente’ a nós!

Venha quem vier de dentro do sistema virá sempre alegar mais ou menos isto… ‘afinal a situação económica do país está muito pior do que pensávamos, do que nos era transmitido, portanto, temos que apresentar medidas ainda mais duras do que estava previsto…’ ou entra a ajuda estrangeira, tomando-se em consideração, principalmente, o FMI.

Isto no caso de eleições antecipadas ou através de um governo de plataforma partidária de salvação nacional, incluindo seja que partidos incluir.

Quer-se dizer, tudo continuará na mesma, serão pedidos sacrifícios a quem já não consegue ajudar-se já nem a si próprio, não se tocarão nos salários, regalias, condições de trabalhos (?) e mordomias da classe política e seus gestores de estimação, não será reduzido o peso do aparelho do Estado o que só por si, praticamente, resolveria o problema do déficit.

Mas há outras soluções ao contrário do que nos querem fazer crer!

O Presidente da República perante o que se está a passar em Portugal tem o poder de chamar uma personalidade ou grupo de personalidades independentes, ou, até ligadas a partidos mas que se assumam acima dos mesmos, para formarem um governo de iniciativa presidencial, pequeno, consistente e forte, que tome as devidas medidas para controlar este desaire sem que o peso caia todo em cima do Povo mais fragilizado e reponha a Justiça Social.

Deverão começar pelos salários, regalias e mordomias da classe política e seus adjacentes, como por exemplo, diretores gerais, presidentes e membros de institutos e comissões que para nada servem e gestores de empresas públicas, entre outros.

Entretanto, dever-se-ia reavaliar o regime e sistema em que o Povo português deve viver, para que o fosso entre ‘classes’ não seja tão exagerado como o é atualmente, não fazendo sentido nenhum, e, que fique claro que defendo a verdadeira ‘Meritocracia’, não a da amizade, a do partidarismo, do favorecimento quer pelo sexo ou até sexual, raça, religião ou o que mais for, só realmente pelo que cada um produz em qualidade, ignorando se ‘fulano’ ou ‘sicrano’ ficam mais horas no local de emprego, pois isso não significa maior e melhor produção.

De resto, como é evidente que haverá sempre diferenças salariais refletindo o grau de responsabilidade e o mérito de cada um. Mas não havendo um diferencial tão grande a nível salarial, tal como noutros países mais evoluídos, a distribuição da riqueza poderá ser mais facilitada, melhorando a qualidade de vida de um maior número de pessoas, isto em conjunto com outras medidas.

Quanto ao sistema político, nada mais fácil que construir uma Democracia, começando pela base, como se deve iniciar qualquer levantamento de um edifício, para se chegar ao topo.

Os partidos que se quiserem manter terão que ‘fechar contas’ com o Estado e reformularem-se como se de novas organizações se tratassem.

Isto é, seria a partir do Poder Local, criteriosamente filtrado pelo Povo que seriam escolhidos os seus representantes de forma personalizada e daí criados os partidos.

Tanto no caso dos representantes locais, como depois no caso dos representantes a nível central, nacional, mas representando verdadeiramente concelhos e distritos, os eleitores terão que saber em quem vão votar, que fique bem claro onde vivem, o que fazem, o que têm e com o que saem, para que possamos responsabilizá-los a que nível for necessário, moral, civilmente, criminalmente, não haverá imunidades, ou, até pelo contrário quando conseguirem concretizar algo fora do normal em benefício da comunidade podermos felicitá-los.

O aparelho de Estado deve ser redimensionado à real proporção geográfica e social de Portugal, deve ser reduzido o número de ministérios, secretarias de estado, direções gerais, institutos e empresas públicas disto e daquilo que só servem para dar lugares a ‘ex isto e aqueloutro’, além de participações em empresas público privadas, que têm o mesmo objetivo e mais controlar certas e determinadas liberdades políticas, sociais e económicas, devendo só ficar no Estado as empresas de serviços e distribuição que realmente trazem algum benefício para o bem comum.

Iria eu mais além nesta ruptura, pois mudaria não de forma extremista, mas radical, o regime português, passando esta República a ser Presidencialista, mantendo um ‘curto’ Conselho de Estado ou o que lhe queiram chamar, sendo um grupo de especialistas em diversas áreas, de confiança e com provas dadas nas suas atividades, que seriam chamados pelo Presidente conforme as necessidades do momento, ou, todos ou parte, dependendo do assunto em análise.

O Governo escolhido e chefiado pelo Presidente, teria as características que acima já foram mencionadas, assim como o sistema Democrático, na verdadeira acepção da palavra, também referido.

Alegam os republicanos mais conhecidos do nosso país que este regime de um Presidente, quase sem poderes, um Primeiro-Ministro e o seu Governo, e, um parlamento ou Assembleia da República, é uma tradição republicana… pois meus caros… a mim parece-me é uma tradição bem monárquica, monarquia parlamentar, bem entendido, onde só muda a figura do Presidente pela de um Rei, assim sendo mais valia fazer um referendo e ver o que votaria o Povo português.

Ainda por cima, está a tornar-se tradição que cada Presidente exerça os dois mandatos a que tem direito, sendo que à segunda eleição é sempre, praticamente, dado adquirido, por todos, que o candidato em exercício vai ser eleito, colocando-se o mais alto cargo da nação como um prémio de carreira política pelo que proporciona enquanto no lugar e de regalias e mordomias depois de sair, coroando com a cereja em cima do bolo a vida de um político.

Será isto justo? Mais a mais em Portugal?

Aqui ficam algumas ideias que deixo para vossa reflexão, convicto que terão noção que o tempo se esgota, tal como dou a entender no início deste meu escrito, porque o que nos estão a tentar fazer é prosseguir com o 'Politicamente Correto que é Socialmente Incorreto e Bestialmente Injusto'.

Ou lutamos contra o sistema vigente agora, já, ou não!

Transições ocas que favorecem os mesmos, com ou sem PS, nunca mudarão políticas, sistemas sócio político e económicos e muito menos regimes! 

 

 

publicado por FV às 13:04
sinto-me: é agora ou nunca!!!
música: filhos da madrugada.José Afonso
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22
Mar 11

Um Exemplo Simples - A Publicidade

Tenho procurado um exemplo prático de como se pode transformar as mentalidades, tal como nos fizemos a nós, ao longo dos séculos.

Pois bem, lembrei-me de um bem simples e fácil para eu poder expor sem me atrapalhar muito.

Como é sabido a Publicidade, desde sempre, não é realizada por acaso, por ser ‘engraçada’, por aparecer mais bonita no seu conjunto, tanto no caso das pessoas que aparecem, como nas casas e nos diversos objetos que se mostram, nas vozes ou sons mais agradáveis que se ouvem ou nas imagens mais apelativas.

A Publicidade é muito planeada e organizada, é fruto de estudos que através dos tempos se têm aprimorado, utilizando as inovações e as novas tecnologias, de uma forma deslumbrante e diria até maravilhosa.

Existem criativos nas várias áreas da Publicidade que ultrapassam qualquer barreira conhecida, mas não é só muita imaginação e capacidade de criar a ‘pedrada no charco’, há muito suor, muitos anos a estudar diversas atividades desde sociologia, psicologia, geografia, história, línguas passando por técnicas de motivação, análise de dados estatísticos e leitura de gestos e trejeitos de quem vai recepcionar o anúncio, o ‘jingle’ ou o vídeo, e, já depois da publicidade estática na Web, até a interativa, com excelentes resultados, nalguns casos incutindo os odores de perfumes, ou, realizando provas de café ou de vinhos.    

A Publicidade propõe-se, de uma forma simplista, promover e/ou vender uma e/ou um produto necessitando para isso, a equipa que vai produzir essa campanha, que conhecer aprofundadamente a marca e/ou produto e o mercado alvo a que se deve destinar, isto para não ‘dar tiros no escuro’ como sói dizer-se, que no fundo será rentabilizar ao máximo o orçamento a ser gasto.

Claro que isto se aplica, quase nos mesmos moldes, a personalidades do mundo artístico, financeiro, político e social, assim como a organizações de vária índole e naturalmente a partidos políticos. No caso da política toma-se também pelo nome de Propaganda.

Por isso se fizermos um visionamento de Publicidade na TV, uma audição de ‘jingles’ de rádio ou uma pesquisa de anúncios impressos, podemos ficar com uma ideia do tipo de sociedade existia em determinado período de tempo.

Três exemplos:

1 - Podemos ficar a saber que em Portugal e no mundo ocidental, pelo menos, em determinada época se usava brilhantina no cabelo para o enegrecer e dar um ar brilhante, pela sistemática passagem do famoso anúncio na RTP do restaurador Olex que além do mais restaurava a força do cabelo masculino.

Quem não se lembra ou já ouviu – ‘E um preto com uma cabeleira loura?’

2 – Ficamos a saber também que se começa a falar mais de higiene e a dental, mais em concreto, pela insistência da campanha da pasta medicinal Couto, com um vigoroso artista mostrando uma dentição branca e com dentes fortes a fazer girar uma cadeira, mordendo-a.

3- Mais recentemente, vai-se ficar a saber que os telemóveis chegaram a este país e rapidamente se espalharam por todas as regiões, com enorme êxito, muito simplesmente por um ‘Tô xim… é pra mim?’ de um pastor no alto de um monte que aparecia na TV e que deve, por certo, ser responsável pelo crescimento na utilização destes aparelhos e na quantidade de unidades per capita que se vê.

Onde surge a grande questão é quando acaba por acontecer o contrário, quando a Publicidade inverte os papéis e vem ‘impingir’ uma moda, uma ideologia, uma mentalidade, uma forma de estar, ditar-nos o que é realmente Qualidade de Vida.

Com a evolução dos instrumentos à disposição, com as experiências e testes, com o aprimoramento do estudo, a Publicidade, a partir de determinado momento, passa para afrente da ‘carroça’ e passa a comandar a nossa comunidade, transformando-a nesta sociedade de consumo desregrada, desenfreada que tirou tudo a todos, mesmo àqueles que ainda nem deram por isso.

Assim sendo, vou então ao tal exemplo de que falei… sabendo que até há alguns anos atrás o poder decisório numa família acabava sempre por ser o da mulher, esposa e mãe, a publicidade em todas as suas vertentes era dirigida, de um modo geral ao sexo feminino, fosse um automóvel, uma casa, uma viagem, roupa, etc.

Por causa da Publicidade e da forma como nos começámos a comportar por outros motivos, não só pela Publicidade, bem entendido, embora seja um denominador comum onde quer que cheguemos, a capacidade de decidir e de ter maior influência começou a deslocar-se para os filhos.

Senão vejamos, e, falo também por mim e de forma genérica, salvaguardem-se as excepções que felicito desde já, a quem não soubemos dizer ‘NÃO’ tantas vezes só para não nos aborrecermos, ou, até mesmo porque queríamos dar o que não tivemos no nosso tempo?

O facilitismo no ‘dar’ material aos filhos, bastando que eles peçam, sem aproveitar para qualquer ensinamento, dizendo ‘NÃO’ ou ‘SIM’, sem mais nada, é complicado e aqui dou a mão à palmatória como acima menciono.

Também a existência de muito mais casos de pais separados tem bastante peso neste deslocamento, nalguns casos formando novas famílias em que os filhos não sendo dos dois elementos do casal detêm uma força acrescida.

Aos poucos quem passou a ter o poder de decidir, mais e primeiro, o poder de influenciar, em casa, são as crianças, por isso prestem um pouco de atenção e vejam um pouco de Publicidade na TV, reparem na quantidade de anúncios que são direta ou indiretamente dirigidos às crianças ou jovens, ou, em que lá aparecem pelo menos, é verdade até em anúncios de detergentes para a roupa e outras marcas e/ou produtos que à partida, e, bem pensado não faz sentido nenhum.

Aqui se demonstra a transformação de mentalidades da nossa sociedade com a deslocação do poder de influenciar e decidir a ter passado da esposa/mãe para os filhos.

A Publicidade é um instrumento da sociedade de consumo, está ao serviço do sistema porque vive do e para o sistema, quem paga os meios de comunicação em Portugal e quem paga a Publicidade?

Claro com excepção dos estatais e até esses, neste momento ajuda a pagar, vendo bem a RTP até acaba de apresentar lucros!

publicado por FV às 15:44
sinto-me: transformado?
música: Coming Back To Life.Pink Floid

18
Mar 11

Optem pelo regime e/ou sistema que vos aprouver, mas nunca se esqueçam de que é o mérito que deve ser reconhecido, só assim se pode construir uma sociedade mais justa e evoluir na exata medida em que os que se esforçam forem premiados e celebrados.

 

"Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca havia reprovado um aluno antes, mas uma vez, reprovou uma turma inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que um regime igualitário realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo."
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência igualitária nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas de avaliação nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e portanto seriam "justas." Porque iguais. Isso quis dizer que todos iriam receber as mesmas notas, o que significou que ninguém iria ser reprovado. Isso também quis dizer que obviamente ninguém iria receber um "20"...
Depois das primeiras avaliações saírem foi feita a média e todos receberam "13". Nesta altura quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram felizes da vida com o resultado.
Quando a segunda prova foi feita os alunos preguiçosos continuaram no seu ritmo, pois que acreditavam que a média da turma os continuaria a beneficiar. Já os alunos aplicados entenderam que também eles teriam direito a baixar o ritmo, agindo contra a sua própria natureza.
Resultado, a segunda média das avaliações foi " 8".
Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral acabou por descambar e voltou a descer para o "5".
As notas nunca mais voltaram aos patamares mais altos, mas ao invés, as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações e inimizades
que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, ninguém se sentia obrigado a estudar para beneficiar o resto da sala. Resultado: Todos os alunos chumbaram naquela disciplina... porque todos eram «iguais».
O professor explicou que a experiência igualitária tinha falhado porque ela traduziu-se na desmotivação dos participantes. Preguiça e mágoa foi o resultado. "Quando a recompensa é grande", disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de acções que punam os mais afortunados pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, obriga a que outra pessoa deva trabalhar sem receber. O governo não pode «dar» a alguém aquilo que tira a outro. Quando metade de uma população começa a entender a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." (Adrian Rogers, 1931)

 

 

 

publicado por FV às 16:28
sinto-me: atento.
música: another brick in the wall.Pink Floid

14
Mar 11

Entre os diversos comentários que já ouvimos e lemos dos ‘especialistas’ nos nossos meios de comunicação social, assim como de políticos, poucos, relativamente às manifestações do dia 12 de Março em Portugal, parece que nada de novo se passou e tivemos mais uma jornada de festa nas ruas.

Nenhum se referiu à importância do fato de que esse dia foi tão só um degrau de um processo iniciado antes da campanha eleitoral para a Presidência da República e que foi ganhando forma, se foi modelando e apropriado pelos jovens deste país, apartidariamente, acima de ideologias, religiões e raças, transformando-se num fenómeno nacional que há muito, ou, nunca, foi visto no país, e, que prossegue o seu caminho serenamente, com toda a tranquilidade.

Muitos tentaram apoderar-se do movimento, a força do povo demonstrou ser mais forte, outros tentaram absorver o processo para dentro do sistema, quase o estão a conseguir, mas a luta mantém-se persistente sem tréguas, porque o que está em causa é precisamente o próprio sistema e isso seria contra-natura.

Perguntam-se agora os desestabilizadores, mas o que querem afinal estes jovens?

Antes de mais, não são só os jovens, atente-se nas imagens (Viram? Há imagens!), são portugueses de todas as idades, davam para formar um partido, ou poderiam ser mais?

Uma posição está marcada, é que estamos presentes e somos muitos, ainda há os que não puderam ir, os indecisos que depois do que viram, para a próxima vão lá estar, sabem bem que sim… tão bem como eu!

E numa questão somos unânimes, não queremos estes políticos que estão no governo, note-se, será que não estará mesmo em dúvida verdadeiramente se será apenas os que estão no governo mas também os que estão no poder do Estado, a maioria dos políticos, governo, maioria dos deputados, oposição… e até ex-políticos em empresas com intervenção estatal, no fundo os que nos têm (des)governado?

Então e agora?

Vivemos num Estado de direito em pleno século XXI, temos instrumentos para lutar pelos nossos direitos, muitas ideias estão a surgir, há mesmo um ‘Big Bang’ que vai levar a uma solução, é necessário deixar baixar a poeira, é urgente, mas é importante ponderar.

O que está em causa? O sistema, que já não é democrático? O regime que não serve a dimensão e necessidades do país e o sistema? Não precisamos de tanto Estado?

Não será preciso ‘inventar’ nenhum sistema sócio económico e político novo, basta ‘reinventar’ aproveitando o que de bom conhecemos e o ‘Know How’ que tanto temos exportado de jovens brilhantes e que já o afirmaram, salvo raras excepções que sempre existirão: ‘Queremos é ficar em Portugal’.

Com eleições à vista, teremos, entre outras, duas opções.

Se querem ação e começar a ter voz ativa e decisiva têm que decidir-se entre 2 situações.

Uma situação é mudar o sistema dentro do sistema e para isso o voto em branco em maioria, mantendo este Presidente da República como garante do regime vigente, é o instrumento correto e ideal para o fazer demonstrando a desilusão e decepção pelos políticos e partidos nacionais, e, que a legislação eleitoral anula o ato e obrigaria à apresentação de novas listas e à realização de novas eleições.

A outra situação: seria mudar o regime e o sistema político, através da abstenção em peso (80% ou mais), acompanhada de manifestações de rua, espontâneas, imediatas ao fim do dia, obrigando o Presidente da República a reunir o Conselho de Estado e a fazer uma leitura dos resultados eleitorais, reais, tendo que chegar à conclusão que os portugueses querem mais que mudar simplesmente de políticos e de políticas, que querem realmente algo mais.

Então, ainda acreditando que Cavaco Silva pode ser o responsável e garante de uma transição exemplar, poderia ser realizado um referendo onde seria, em concreto, perguntado ao eleitorado se quer o Presidencialismo equilibrado com o Parlamento com deputados em número suficiente e adequado à dimensão do país, com responsabilização direta do seu trabalho, eleitos em eleições diretas com toda a transparência, conhecendo-se os seus bens antes, durante e depois de exercerem o cargo, sendo que caso o mereçam não sejam penalizados por se valorizarem, eles ou familiares.

Teríamos uma sociedade de mérito e não de carreirismo, na política e em tudo.

Obviamente que mais haveria para dizer, mas fica agora assim pela rama...

Querem ação então comecem por optar verdadeiramente no que desejam para o país, ou, venham outras ideias, que serão bem-vindas!

Reafirmo que em simultâneo os portugueses teriam de sair à rua pelo menos em número igual ou superior ao de 12 de Março, mas com uma atitude mais agressiva, note-se que não estou a dizer violenta, agressiva e firme que não deixe dúvidas em relação à expressão da abstenção.

Quanto à maioria do voto em branco apesar de a lei eleitoral o prever, seria conveniente também sair à rua 'não vá o diabo tecê-las'!

 

 

 

 

publicado por FV às 17:48
sinto-me: é agora!
música: high hopes.David Gilmour
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11
Mar 11

O movimento ‘Geração à Rasca’, com manifestação marcada para a Avenida da Liberdade, em Lisboa no dia 12 de Março, rapidamente ultrapassou a própria organização e deixou de se limitar a ser uma simples demonstração de indignação pelos motivos apresentados pelo Protesto deste movimento.

No fundo tudo já havia começado no Facebook com artigos (‘posts’) e comentários individualizados, com a formação de alguns grupos de debate sobre a situação do país e era notável a forma apartidária com que muitos destes debates se faziam, havendo até comentários bem inteligentes que ‘sobrevoavam’ ideologias.

Este fenómeno começou a ganhar ‘asas’ com a aproximação e a campanha para as eleições para a Presidência da República, constatando-se haver quem defendesse a abstenção, outros o voto em branco, outros o seu candidato e até a discussão, nalguns casos bem introduzida, sobre o papel da Monarquia, assim como, respetivas comparações.

Tudo isto levou ao aparecimento de grupos e movimentos contra a corrupção na classe política, a sua promiscuidade com o poder económico, pondo-se em causa o sistema sócio económico e político em que vivemos.

Entretanto, muito se falou da América Latina, da Argentina e seu possível paralelismo com a nossa situação, de Hugo Chávez, quando começam as Revoluções Populares nos países árabes do Médio Oriente e do Norte de África, tal como aparece no YouTube o vídeo dos ‘Deolinda’ com o tema tocado e cantado ao vivo nos coliseus do Porto e de Lisboa, ‘Que Parva Que Eu Sou’, seguida da ‘resposta dos ‘Homens da Luta’ com ‘Que Esperto Que Eu Sou’.

Mas é do tema dos ‘Deolinda’ que vem a inspiração para o jovens que constituíram o movimento ‘Geração à Rasca’ ganharem força e levarem em frente o seu Protesto.

Após marcação de uma data para uma manifestação, logo os grupos e movimentos do Facebook deram o seu apoio, com alguns ajustes pelo caminho, sempre repudiando apoios e intervenções partidárias e de políticos, tentando evitar a ingerência em algo que era dos jovens e tinha a solidariedade dos menos jovens.

Passou a ser um movimento de TODOS E DE CADA UM!

Em vez de manifestação em Lisboa, muito mais capitais de distrito disseram que queriam estar na rua.

Assim que extravasou aquela rede social e começou a passar a barreira de alguns meios de comunicação social, uns porque era já impossível não noticiar, outros porque convinha tentar absorver este grande movimento para dentro do sistema e tentar controlá-lo, as várias forças e agentes políticos deste país iniciaram uma guerra para tentar ‘tomar de assalto’ e incutir ‘respeitinho’ nos organizadores, o que apesar da exposição mediática a favor de aparecer finalmente um fenómeno contra o falso sistema democrático que vivemos, vieram a ceder e passaram a apresentar-se ‘Politicamente Corretos’.

Só que o ‘Politicamente Correto é Socialmente Incorreto e Bestialmente Injusto’ e levou-nos onde estamos hoje!

Não vou aqui fulanizar os acérrimos defensores de um regime e de um sistema, alguns surpreendentes, que nos tem retirado cada vez mais liberdades e pão em nome de justificações obscuras que já nem se preocupam em nos dar, mas de um modo geral, todos, com algumas, muito poucas, honrosas exceções, mas sim perguntar quem e qual o partido que não tem responsabilidades no atual status quo de Portugal?

O que se passa em Portugal, não pode ser dissociado do que se passa no Mundo, porque o que começou já não vai parar, os Povos, melhor dizendo, as Pessoas já não querem viver mais assim, querem Qualidade de Vida e têm direito a ela!

Ninguém quer mais ouvir falar de excedentes de produção de bens alimentares enquanto ali ao lado há fome, esses que falam assim deveriam ser acusados e julgados por crimes contra a Humanidade!

Os que se corromperam e prejudicaram, por erros sistemáticos, os seus povos, devem ser acusados e julgados por lesarem os seus países!

Ninguém quer uma Europa, nem um Mundo assim!

Somos uma espécie do Planeta Terra com problemas, alguns de nós estão em extinção, outros em transformação genética, o clima, a poluição… BASTA!

O Presidente da República empossado logo no seu discurso apelou à participação da sociedade civil na vida de Portugal, não sabemos se bem ou se mal, pois não conhecemos bem a legitimidade da sua eleição, poderá até dividir os Portugueses, mas, sem dúvida, deu um empurrão para que mais gente esteja presente no dia 12 de Março nas diversas cidades onde se vão juntar Portugueses, um pouco à boleia, mas deu.

Mas todas estas interferências serviram para fazerem pessoa que tinham decido ir, já não irem, e, o contrário, muitos que nem tinham pensado ir, decidiram marcar presença.

O problema é que todos vão estar a olhar uns para os outros porque já ninguém confia em ninguém e isso é uma ‘vitória venenosa’ dos defensores do sistema tal como está, tudo muito ‘politicamente correto’!

Mas aconteça o que acontecer, o 12 DE MARÇO DE 2011 não acaba amanhã e será o que os Portugueses quiserem, porque PORTUGAL é um país DEMOCRÁTICO!

COM O EXEMPLO DE GANDHI EM PAZ E DE MANDELA, UNIDOS E PRONTOS A PERDOAR, MAS EXIGINDO JUSTIÇA, LÁ ESTAREMOS!

publicado por FV às 17:39
sinto-me: confiante!
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09
Mar 11

Antes de mais, como podemos verificar, pelas situações que têm acontecido e que têm sido noticiadas, o 12 de Março já começou…

O Protesto da Geração À Rasca não é um movimento dum partido, de nenhum sindicato ou outro tipo de associação política ou religiosa ou seja do que for, é um movimento de TODOS E DE CADA UM!

Completamente apartidária e contra a classe política corrupta, mentirosa, excessivamente paga, que anda a ‘encher-se’ à conta do Povo!

Não há nenhum partido no leque do sistema político português que não tenha já prejudicado este país em nome de ideologias, pensamentos políticos ou através de personalidades obscuras!

Todos procuram servir-se do Estado e o Estado somos todos nós!

Os políticos têm e devem ser responsabilizados como qualquer cidadão no desempenho das suas funções!

O que vai acontecer no próprio dia na manifestação convocada pela ‘Geração à Rasca’ e seguida por inúmeros grupos formados no Facebook, assim como noutros pontos de encontro habituais, desde as próprias famílias, grupos de amigos mais restritos ou mais alargados, escolas, cafés, clubes ou associações de recreio, no fundo seguida pelas pessoas, individualmente, demonstrando que temos vontade própria quer como indivíduos, quer em grupo, em comunidade, isto é, como Povo como identidade particular, na verdadeira acepção da palavra, em 12 de Março ou os Portugueses vão demonstrar a sua indignação pela forma como têm estado a ser tratados, ou, vão mais uma vez mostrar que não passamos de um país de ‘Brandos Costumes’ à espera que D. Sebastião encontre faróis de nevoeiro no Norte de África, para voltar e liderar seja lá o que for e a que todos irão atrás, mais uma vez…

 

Importa não esquecer que o que está em questão nesta situação não é só o caso Português. O que está em questão são os regimes e os sistemas sócio económicos e políticos nos quais os países estão organizados.

Ao contrário do que alguns, não os extremistas como Mário Soares, Marcelo Rebelo de Sousa ou Miguel Sousa Tavares, que estão a defender o sistema que os alimenta com unhas e dentes, disparatadamente, não olhando a meios para atingir os fins, refiro os mais inteligentes, têm feito crer que isto tudo é uma questão isolada do que se passa no Mundo. Mas não é o caso.

O que se tem passado no Mundo é que proporcionou a este grupo de gente ‘o fartar vilanagem’ a que assistimos, com um descaramento, já de tal ordem, que se riem nas nossas caras, tirando-nos até a dignidade!

Porque é que só agora os meios de comunicação social, alguns, estão a noticiar e a elaborar reportagens/dossiês sobre a ‘Geração à Rasca’, será porque o fenómeno ganhou forma própria, por si mesmo, sem ‘media’ e agora eles são arrastados e obrigados a virem abordar o assunto, apresentar testemunhos, só agora é que descobriram?

Não, claro que não, já se aperceberam que esta mole humana que se está a começar a mover não é um grupinho de ‘palradores’, é coisa mais séria e há que dar-lhes atenção, há que tentar envolver o fenómeno e absorvê-lo para dentro do sistema.  

A RTP, através do programa ‘Prós e Contras’ tentou ‘branquear’ e ‘alindar’ isto tudo, mas saiu o ‘tiro pela culatra’, aquele final traiçoeiro não escapou a ninguém, pois é meus senhores trata-se de ‘Geração à Rasca’ não é ‘Geração Parva’ como alguns de vocês, os que nunca sonharam ou desistiram de sonhar, gostam de lhes chamar! A canção, dos Deolinda, é que se intitula ‘Que Parva Que Eu Sou’!

O objetivo da última fase do poder instituído tem sido essa, absorver este movimento no sistema e esse poder, aparecer como paladino da Democracia e das Liberdades, mas enganam-se, vêm tarde, já quase ninguém acredita nestes políticos, nesta forma de estar…

A organização está a cair no ‘politicamente correto’, está a deixar-se manipular, foi tomada de assalto, ou ganhou receio de retaliações, no entanto aquilo que provocaram já os ultrapassou, já está na mão do Povo.

Mas não é só a política que está a provocar este descontentamento, é a forma de vida, é a injustiça social em que se vive, é o que a classe política tem feito, ou, antes não tem feito pelo país, mas em seu benefício próprio, é que já é demais.

Quem acha que é Qualidade de Vida levar quase duas horas para ir e voltar do trabalho, onde tudo o que ganha vai para impostos e não chega ao fim do mês, não poder estar com os filhos que fez com tanto amor e quer com tanto carinho, não ter vida própria, não poder ir de férias para lado nenhum, porque o subsídio de férias já não é um extra, faz parte do salário, está gasto logo no início do ano?

BASTA!

 

Não acredito que os Portugueses fiquem em casa!

Mas…

1 - Não vão passar de mais umas manifestações que irão ser noticiadas e debatidas nos dias seguintes até se esgotar o assunto, digladiando-se os seus apoiantes com os seus detratores, discutindo quantos participantes estiveram presentes, quantos milímetros estiveram ocupados, vindo alguns dos detratores, comentadores de TV encartados, políticos frustrados, dizer como se deveria ter feito e no final o resultado é que estas manifestações serão absorvidas pelo sistema, que aparecerá vestido com a sua fatiota ‘democrática’ e cheia de liberdades ‘para dar e vender’!

Será mais tipo uma jornada da Liga realizada ao Sábado com vários painéis… não, não vou cair na piada fácil… de discussão, assaz, ‘politicamente muito correta’!

 

2 – Vão ser manifestações esmagadoras, marcantes pela presença em massa dos Portugueses, com algumas quezílias aqui ou ali provocada por arruaceiros organizados por algumas J’s de partidos instalados, com uma ou outra intervenção policial para marcar o terreno e inspirar medo.

Mas a ideia é que este evento é pacífico, exclusivamente, e, por isso se tem falado muito de Mahatma Gandhi e Nelson Mandela, um pelo pacifismo na luta, na persistência, no amor para combater o ódio, o outro pelo perdão e pela união que conseguiu num país tão vasto, que estava em ferida e ao qual conseguiu imprimir uma dinâmica de paz entre os homens apesar de tudo o que ali se tinha passado.

Com estas molduras de massa humana tudo vai depender da vontade dos presentes, porque realmente há uma vontade muito pessoal intrínseca que se repercute no grupo e na multidão, que ganhará vontade própria consoante tudo for decorrendo.

Lembremo-nos que vai ali estar gente com as mais variadas preocupações, com a sua existência imediata ou com o futuro dos seus filhos, até por solidariedade, e, que lá está para protestar, mostrar a sua indignação, o seu repúdio por políticos corruptos, que os enganaram ao longo dos anos, que lhes pediram sacrifícios tantas vezes, que era para melhorar a vida e afinal estamos assim, e, eles, esses políticos é que estão bem de vida.

Esses que lhes prometeram mundos e fundos mas sempre fizeram o contrário, ‘afinal diz que o voto é que valia e me dava liberdade para escolher o que eu queria, mas isto não é nada, senhor!’.

Durante a tarde vão ficar a saber que os políticos que reduziram salários e pensões aos portugueses e disseram que iriam reduzir os próprios ganhos afinal acabaram por dar uma ‘cambalhota’, fizeram lá umas ‘contabilidades artísticas’ e aumentaram-se 5%, que há outros países em que os políticos não ganham tanto, nem têm tantas regalias e reformas com cá no nosso cantinho e que quando fazem asneira têm que se haver com a Justiça mas é a sério porque não têm isso da imunidade, quer dizer são como a gente, que as histórias que vêem na televisão e lêem nos jornais sobre os jovens desempregados e à procura de casa para começar a vida, assim como de famílias inteiras desempregadas são verdade, porque eles vão lá estar a contar, etc.

 

…E daqui das duas uma:

2.1 - Vai-se exigir de imediato a demissão deste governo e a formação de um governo de grande eficácia para gerir a situação de crise em que nos encontramos, reduções drásticas dos custos do aparelho do Estado, começando pelos salários dos políticos e lugares de cariz político em instituições e empresas que tenham intervenção estatal, diminuição e extinção do número de ministérios, direções gerais, instituições, comissões, grupos de trabalho que não servem para nada e não são necessários num país com a dimensão de Portugal, acusação formal e medidas de coação para políticos e empresários sob suspeita de atos ilícitos contra o Estado e/ou contra terceiros, com respetivo congelamento de bens, abertura de todos os processos encerrados que envolvam políticos, governantes e opositores, para investigação se necessário mais elementos, andamento acelerado de processos em ‘passo de caracol’, prisão efetiva de políticos condenados independentemente de estarem a cumprir qualquer mandato, assim como outras exigências consideradas de caráter urgente e de interesse nacional, com o objetivo de recuperar bens que deveriam estar em poder do Estado.

Ainda com outros ajustamentos como o de frotas automóveis e outras mordomias excêntricas que os políticos usufruem, vão aparecer montantes inesperados de euros que já ajudarão em muito no imediato.

Revisão dos últimos negócios da dívida efetuados pelo atual Governo, principalmente com especial atenção à situação da relação negocial com a China.

Reformulação integral do sistema sócio económico e político em que vivemos, passando a vigorar uma Democracia verdadeira, transparente e clara, responsabilizando os políticos que servem o país tanto no governo como na oposição, separação imediata da Política dos Tribunais, assim como do poder económico, e da comunicação social que deve ser verdadeiramente livre ou pelo menos tentar sê-lo, redução do número de deputados em conformidade com as necessidades do país.

O mais importante será que os eleitores, os Portugueses, conheçam os políticos, saibam onde estão, o que fazem, o que realmente tinham antes de exercer cargos, e, o que vão tendo e terão quando abandonarem os cargos, se o que possam ganhar entretanto seja devidamente justificado, porque o mérito e o bom trabalho deve ser reconhecido, tanto como o erro sistemático ou a corrupção devem ser punidos dentro da Lei, o contato entre os políticos e os eleitores deve ser promovido sempre que possível, os políticos devem explicar porque tomam determinadas decisões que muitas vezes prejudicam uma minoria mas que beneficiam uma comunidade, sendo que mais tarde essa minoria irá também usufruir dessa benesse.

Em traços gerais, seria assim…

Tudo isto iria colidir com uma necessidade social de melhor qualidade de vida para cada vez mais pessoas, não tendo por objetivo ganhar mais dinheiro, ter um carro mais novo que o vizinho, não ter uma casa mais assim ou ‘assado’, porque isso no fundo é o jogo deste sistema vigente para ir buscar impostos e taxas, ‘esmifrar’ o produto do trabalho árduo, sempre no ‘fio da navalha’ que se impôs de uma competição absurda, selvagem, que não deixa tempo para a maioria das pessoas pensarem, apreciarem o que há de belo neste Planeta, para se tornarem ‘novos escravos’ sem sentimentos, emoções, mas meros ‘instrumentos produtivos’ que vão interessando enquanto tal, porque quando deixam de o ser são postos de lado, abandonados, cada vez mais e mais…

Com os valores do Passado, evitando as asneiras do Presente, se constrói o Futuro!

 

2.2 – A avalanche será de tal ordem que as exigências vão bem mais longe como pedir a demissão, até mesmo, do Presidente da República e a revogação do regime em que vivemos para além do próprio sistema, seguindo a grande e enorme onda que avassala o Mundo, mudando não de forma extremista, mas radical, a situação sócio económica e política de Portugal.

Só com a ruptura total com o regime em vigor, tal como em 25 de Abril de 1974, será possível transformar Portugal num país justo, socialmente equilibrado, avançado, de vanguarda, de novo com valores e princípios básicos de sã convivência em comunidade, onde impere a verdadeira Liberdade, não uma espécie de ‘liberdade de carnaval’, respeito, consideração e orgulho de ser Português!

Porque temos um Presidente da República, sem praticamente poderes quase nenhuns, um Governo presidido por um Primeiro-ministro, esse sim com poder, neste momento ditado pelo ‘poder económico’, e, uma Assembleia da República com tantos deputados que nada fazem, mesmo os que lá aparecem e mesmo os que estão acordados ou não estão a ler ‘A Bola’?

Fora as Direções Gerais, instituições estatais para isto e para aquilo, empresas estatais disto e daquilo, empresas ainda com intervenção do estado só para haver uns lugarezinhos nas administrações e poderem-se realizar verdadeiras ‘jogadas de mestre’ para tentar controlar o que nunca deveria nem ser uma tentação, etc.

Porque falta uma ligação que deveria ser fortíssima entre o poder central e o poder local, assim como, das Câmaras Municipais com a Juntas de Freguesia, e, na maior parte das vezes isso acontece porque não são do mesmo partido ou pior, sendo do mesmo partido, não são da mesma corrente de ‘pensamento político’, leia-se ‘interesses económicos’ uns dos outros. Isto tem que acabar!

Todos os partidos seriam alvo de auditorias sérias e os que não estivessem a cumprir as leis vigentes deveriam ser extintos.

Quanto aos políticos reverto para o ponto 2.1.

O absurdo é que os Republicanos asseguram que o nosso país republicano é assim constituído, um Presidente, um Primeiro-ministro/Governo e Assembleia da República por tradição…

Mas qual tradição?

A República que todos saibamos foi implantada em Portugal em 05 de Outubro de 1910, em História isto significa praticamente …ontem!

Mas, então que tradição é esta? Só pode ser uma e dá-se o caso que esta tradição é inspirada na Monarquia, tal como a conhecíamos ultimamente em Portugal e a conhecemos atualmente na Europa!

Um Rei, um Primeiro-Ministro/Governo e um Parlamento…  

Por isso, pode-se colocar a questão, nesse caso, porque não regressamos à Monarquia?

É lícito que os monárquicos o façam, porque não?

Mas, quanto a mim, isso era no fundo proporcionar uma certa continuidade ao que já temos, assim não haveria a tal ruptura que mencionei atrás.

Já aqui citei: Com os valores do Passado, evitando as asneiras do Presente, se constrói o Futuro!

Seria este o momento em que deveríamos olhar para os nossos antepassados Lusitanos, traçar um paralelismo com os sistemas sociais tribais que ainda hoje subsistem, verificar que os valores e princípios desses povos não se perderam, mantêm-se intocáveis, ver a forma como vivem politicamente e economicamente, transportar isso para a nossa realidade global, analisar a nossa dimensão e posição geográfica, a nossa diáspora, a nossa riqueza humana, natural e sociológica, com esses elementos, muitos já em nosso poder recolhidos por grandes mestres nas diversas matérias, será muito fácil chegar à conclusão do que necessitamos, sem gastar tanto do erário público, mas com eficácia.

Não necessitamos mais que um sistema conhecido por Presidencialista adaptado, podem chamar-lhe o que quiserem, com um Presidente eleito tal como o é hoje em dia, bem filtrado e impoluto, passando pelo crivo popular, tendo que prestar contas, tal como todos os políticos como refiro no ponto 2.1.

Esse Presidente ou o que lhe quiserem chamar teria uma pequena equipa, uma ‘task force’ e formaria governo de sua inteira responsabilidade.

Governo e Parlamento de acordo com o exposto no ponto 2.1.

 

Antes de chegar a esta situação deverá naturalmente haver uma transição, onde não devem participar políticos conotados com o presente status quo, sejam de que partidos forem, evitando-se assim o que se passa, por exemplo, na Tunísia, onde o Povo continua na rua, o mercado negro é o mercado que alimenta as pessoas, o mercado corrente, motivado pela presença de antigos ministros de Ben Ali no Governo desta fase transitória, estando o país parado num impasse que seria fatal no nosso caso.

O ideal seria que representantes dos diversos grupos que têm dinamizado este fenómeno, em número proporcional ao total de membros de cada grupo, constituam uma Comissão de Ação, que entre si, democraticamente, votarão as personalidades que iriam trabalhar com eles nas várias áreas de atividade que implicam a continuidade do funcionamento de Portugal!

 

Que fique bem vincado, este novo regime e sistema, deve privilegiar o social em primeiro lugar, o político e só depois o económico. Deverá iniciar um processo de transformação de mentalidades com o objetivo de fazer chegar às pessoas o interesse numa verdadeira Qualidade de Vida, o pouco interesse que o dinheiro tem nas nossas vidas, porque é por isso que o Mundo sofre, o país sofre, cada vez mais jovens têm doenças que só deveriam poder ser possível ter com mais vinte ou trinta anos mais!

Vivam a vida com as vossas famílias, com os vossos amigos e principalmente com os vossos filhos!

É para eles que temos que parar agora e deixar de ser uma espécie em extinção no Planeta Terra!

 

 

 

 

publicado por FV às 17:37
sinto-me: farto!
música: os vampiros.José Afonso

04
Mar 11

NÃO É SÓ UMA QUESTÃO POLÍTICA, É TAMBÉM UMA QUESTÃO SOCIAL

Tudo isto tem a ver com a sociedade, com a nossa forma de vida e de todos os humanos, a tal espécie de que sempre nos esquecemos que vive neste planeta como tantas outras... mas não nos vemos como tal, e, porquê?

Há alguns de nós em vias de extinção, outros a engordar desmesuradamente até rebentar e sei lá mais o quê, 'tamos a transformarmo-nos em 'monstros' de várias novas espécies diferentes, já repararam bem ou não?

BASTA! É isso que vamos dizer no dia 12 de Março, é isso que têm andado pelo mundo a dizer os Povos deste planeta e há mais, à espera, prontos a gritar pela Liberdade, pela Paz, prontos a explodir mas no bom sentido e é isso que nós temos que fazer!

'BORA AÍ, VAMOS A ISTO!

 

 

‘POLITICAMENTE CORRETO’

Vamos lutar contra o ‘POLITICAMENTE CORRETO’ porque é com essa que nos têm ‘levado’ bem, enganado até mais não, com um sorriso na cara, aquela cara de pau que põem quando nos vêm falar de mais austeridade e mais, e, ainda mais outra vez.

Ao abrigo do ‘POLITICAMENTE CORRETO’ em Portugal e no mundo têm-se cometido as maiores atrocidades, corrupção, roubos, autênticos assaltos até a quem já não tem nada para dar, guerras, guerrilhas e afins…

Cada vez tem havido mais racismo, se tem utilizado as religiões para grandes batalhas, temos assistido a mais assassínios em massa, massacres, violações, intolerância brutal, mas é ‘POLITICAMENTE CORRETO’ não denunciar assim dessa forma ou daquela maneira, pode ferir susceptibilidades, como assim?

E as vítimas das atrocidades?       

Falando de Portugal depois de tudo o que nos têm feito, como é possível, mais uma vez, ainda há dias, nos virem, tanto um tal de José Sócrates e outro tal de Teixeira dos Santos, que se dizem ministros de Portugal, dizer que são necessários mais sacrifícios e agora, na mesma semana, vão à Alemanha, à tal de Angela Merkel dizer que não precisamos de ajuda exterior?

Num espaço de dias… Que estratégia é esta? …Terá a ver com o negócio com a China?

O ‘POLITICAMENTE CORRETO’ É SOCIALMENTE INCORRETO E BESTIALMENTE INJUSTO!

 

 

CRIME CONTINUADO À MESMA VÍTIMA

Como sabem foi alterada a lei criminal, que passou a atenuar os crimes praticados por alguém mais que uma vez e independentemente de quantas vezes forem a uma mesma vítima, por altura do processo Casa Pia.

Alegadamente, esta lei alterada pelos nossos doutos parlamentares, deputados, políticos, interfere na prática da Justiça, para mais com incidência num processo a decorrer, o que não deveria acontecer num Estado de Direito, o tal pelo que tanto têm clamado alguns já ‘tremeliquentes’ parceiros da tal classe dos muito pouco envergonhados ‘sem vergonha’, apátridas.

Mas, agora constato que o objetivo não era só aquele processo…

É que se aproxima a hora de muitos deles correrem o elevado risco de virem a ser acusados e julgados por crimes lesa pátria, repetidamente realizados, durante 37 anos, de várias espécies, mas tendo sempre por uma só e indefensável vítima, o Povo Português!

Assim, acabando como dados por culpados terão sempre a atenuante, que votaram recentemente em causa própria, por a vítima ter sido sempre a mesma, tal como dita a terrível lei por eles aprovada, independentemente do número de vezes que tenham cometido os crimes, o POVO PORTUGUÊS!

Que fique bem anotado e que se altere essa lei, sendo uma das principais prioridades da nova ordem!

 

 

A EXPLOSÃO SOCIAL

A frustração dos portugueses não está só naqueles que não conseguem o primeiro emprego, a primeira casa, os desempregados que vivendo com dificuldades e não vêem perspetivas de momento para conseguir trabalho devido ao problema que as empresas também sofrem, aos desempregados em idade de não poderem ser reformados, nem aprenderem uma nova profissão, atendendo às constantes e rápidas mutações que todas as atividades profissionais têm tido nos últimos anos devido ao emprego das novas tecnologias que tudo modificou, mas também está naqueles que tendo trabalho e salário, algumas vezes justo, considerando que alguns até poderão ser bem pagos, se vêm constantemente solicitados a apertar o cinto ao longo de todos estes anos, sempre, regularmente e cada vez mais e mais, sem ver que isso sirva para melhorar a sua própria vida nem a dos outros, antes pelo contrário, tem vindo a piorar a sua própria vida, criando entre eles, novos pobres e agravando a vida de todos os outros. Só servindo para enriquecer, de forma obscura ao início e completamente às claras agora, uma única classe e seus parceiros, antes, donos, ‘os sem cara’ do poder económico verdadeiros apoderados deste país e do mundo.

Por isso nem esses podem estar motivados, animados, otimistas, porque sabem que um dia pode chegar a vez deles porque aqui não ganha quem merece, quem melhor desempenha as suas funções, quem mais produz, somos todos números, já não somos todos Portugueses…

Há uns apátridas, que não olham a nacionalidade, ideologia, religião, cor, clube, associação social, mas só a quem lhes pode vir a dar mais poder, mais formas de ganhar dinheiro, a ambição deles é desmedida, devora tudo e todos, até esses quando deixam de ser úteis!

 

 

 

 

publicado por FV às 17:37
sinto-me: motivado...
música: várias
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(O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade artigo 12.º do CDADC. Lei 16/08 de 1/4) (A registar no Ministério da Cultura - Inspecção - Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. - Processo n.º 2079/09)