21
Ago 11

Não é fácil para mim voltar a este assunto, como católico, praticante, quanto penso que me é suficiente apesar de como em tudo nunca o ser, muito menos nesta situação religiosa, mas para o caso o que realmente importa é que tenho um lado e isso podería ou poderá influenciar a minha posição.

Os acontecimentos que iam decorrendo neste mundo em conturbação permanente de agressividade e violência nada estavam a ter com as religiões, desde as manifestações na Tunísia, passando por tudo o resto, a transformação reclamada estava a ser fundamentalmente económico-social e consequentemente política.

Esses acontecimentos fechados dentro de sociedades, embora abertos ao mundo, começaram a extravazar para a Europa, onde já havia já sementes que facilitaram e despoletaram em situações pouco comuns sem as chamadas ameaças terroristas vindas de fora.

No entanto, o relacionamento entre religiões manteve alguma calma, mantendo-se uma ou outra picardia que logo se sanava naturalmente.

Mais recentemente quando os ânimos dentro da sociedade europeia se incendiaram e a capacidade de resposta se tornou impossível, aparece, de novo, subtilmente uma campanha de desestabilização, de parte a parte, sobre a influência e afluência de seguidores do Islão no mundo, numa tentavia de desviar a atenção das questões sociais e económicas que o ocidente tem, isto sem nenhum carácter opinativo em relação a essa expansão.

A tensão no Médio Oriente sobe, Israel e os seus vizinhos entram em grandes conflitos, sendo um dos motivos a falta de segurança que o Egito assegurava nos Monte Sinai, a situação na Síria acresce em expectativa o perigo naquela região e os interessados do costume ateiam a fogueira inter-religiosa para propagar o fogo que lhes fornecerá mais lenha para a Indústria da Guerra.

E é aqui que eu não entendo o papel do Papa… deste Papa… que saudades de João Paulo II…

Perante tal situação de risco e uma estrondosa campanha contra a Sua visita a Madrid por motivos sócio-económicos, nada diz, ignorando completamente todos os acontecimentos na Europa e no Planeta.

Não teria sido, com tanta gente e jovem reunida, o momento melhor para apaziguar, acalmar, pacificar, unificar os homens?

Para mim o Papa é o representante de Jesus Cristo na Terra, sendo que Jesus é Aquele que eu sigo, como podería Jesus ignorar tais fatos?

Não… que me perdoe Deus se me engano, mas este Papa não está a representar O Messias!

A minha religião ensinou-me que se deseja a união de todas as religiões no mesmo Espírito de Paz.

O Papa disse em Madrid que seguir Jesus é seguir esta Igreja Católica…

Não, esta, tal como está, não acredito!

Soaram-me palavras e frases que não esparava ouvir, soaram-me, talvez pelo momento que atravessamos, o que duvido, a alguma intransigência e alguma dureza.

Acredito na Igreja Católica, na hierarquia como preconizado, mas não acredito que Jesus quisesse que polícias batessem em outros humanos, que se gastasse tanto dinheiro quando tantos morrem de fome, tudo o que foi realizado em Madrid podia ter custado muito menos e ninguém se importaria, a Igreja podería estruturar-se de outra forma e adaptar-se à atualidade, tornou-se uma máquina muito pouco flexível, pesada, valendo-lhe alguns, poucos, salvadores, para não dizer ‘carolas’ ou mais adequamente ‘santos’.

Não, não quero outra Igreja ou Igrejas, quero esta mas como Jesus deixou dito que desejava.

Se é a Opus Dei, os Illuminati ou seja o que for e nem me interessa, nem quero interessar-me sobre essas coisas que nada têm a ver com a minha Fé, a minha Fé!

Não só se perdeu uma grande oportunidade como ainda se acicatou as mentes.

Vi, assisti e assustei-me ao ver as várias reportagens nas estações de televisão com o que foi proferido em Madrid.

Mais… nos últimos acontecimentos mais marcantes destes dias vi sempre a juventude envolvida e hipnotizada, anestesiada, e, na pior deles todos massacrada, na Noruega.

Vi jovens em Inglaterra tomados pelo vandalismo errante, louco, tresmalhado, vi jovens muçulmanos a gritar o que não percebo mas pela expressão de ódio e raiva, se os olhos matassem… e vi jovens extasiados com o Papa e espero que tenham o espírito de analisar, como também escutei, graças a Deus, alguns referirem-se à religião como uma orientação mas que havia assuntos que preferiam não incluir na sua Fé!

Que Deus me perdoe!

publicado por FV às 22:11
sinto-me: com muita fé!
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