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Jun 11

 

eleicao

Eu sei que eles fazem os Moinhos de Vento cada vez mais altos e em locais de mais difícil acesso para nos dificultarem a vida, mas eu não vou baixar os braços e vou continuar a lutar até mesmo contra esses Moinhos que agora até já nem têm a mesma serventia que o antigos.

Mais uma vez, e, desta com o peso de uma imposição ditatorial, os portugueses foram chamados a votar de novo.

Todos já sabemos o que se foi passando ao longo dos últimos meses, o teatro que nos foi oferecido por um regime e um sistema falidos, gastos, sem nada de novo, antes pelo contrário, apresentando velhas e caducas fórmulas de que estamos cansados de suportar, partidos e políticos suportados por gente da classe económico financeira que detém o poder, aqui e praticamente em todo o mundo.

No entanto, mais uma vez e com tantas demonstrações de mentiras, processos de omissão, jogos de poder e tráfico de influências, portugueses correram atrás dos partidos que os enganaram, que colocaram a sua vida em mãos alheias, que hipotecaram o futuro dos seus filhos, que tanto mal lhes fizeram e vão ter que fazer.

É assim que ao longo destes anos nos têm moldado a mente, instalado um regime e um sistema que só serve a uma minoria à custa da maioria.

Estes políticos, estes partidos, deveriam representar o Povo Português, para isso são eleitos, mas não é assim e não é de ontem.

Votar num ‘Mal Menor’, votar útil, como alguns pedem e outros o vão fazer não é a solução, é um erro, é uma injustiça, para quem queira realmente servir os portugueses de forma séria, sem salários de luxo, extras e mordomias, como reformas por serviços prestados por 8 anos, e, na verdade eu acredito que existem.

Estes políticos e estes partidos não estão a cumprir a letra da Constituição da República, estão portanto a cometer uma ilegalidade, ou, melhor

dizendo, várias.

Nenhuma instituição do estado com poderes para travar essas ilegalidades está a funcionar.

Cabe ao Povo Português agir e pedir contas aos responsáveis pela situação em que o país se encontra e às ilegalidades cometidas tanto relativamente

à Constituição, como no foro criminal.

Agindo pacificamente e legalmente só há uma solução é uma Abstenção em massa para que os agentes deste sistema fiquem a saber que os eleitores não se revêem em nenhum dos partidos que se apresenta a estas eleições porque são exatamente os mesmos que se apresentaram anteriormente e levaram o país a este estado.

O apelo ao voto é dilacerante, o Ministério da Administração Interna não se poupou a esforços em campanhas de propaganda de ‘caça ao voto’ em tudo o que são meios de comunicação social e as tais cartas que faltaram quando das eleições para a Presidência da República desta vez foram enviadas.

Os partidos são unânimes e estão todos de acordo hoje, último dia da campanha, pedem que se vá votar, não interessa em quem, mas que se participe com aquela justificações do costume porque não têm outras, nem nada de novo a oferecer.

Quando e como é que esta classe política terá que apresentar contas pelos seus erros?

Quando é que teremos uma verdadeira Democracia Direta e Séria?

publicado por FV às 20:17
sinto-me: do contra!
música: Os Vampiros.José Afonso
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