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Abr 11

GREVE A ESTA ESPÉCIE DE DEMOCRACIA

 

“Bastonário dos advogados admirado com os portugueses que ainda votam

Marinho e Pinto incita a “uma greve à democracia”

16.04.2011 - 09:12 Por PÚBLICO

António Marinho e Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, incita os portugueses a uma espécie de “greve à democracia” nas eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho, frisando que não compreende como é que os portugueses ainda votam.

«Era a grande punição democrática para a mediocridade, oportunismo e incompetência de todos os políticos portugueses. Era envergonhá-los publicamente perante a Europa e o mundo», acrescentou.
Marinho e Pinto entende que só assim seria possível aquilo que classifica de uma “refundação da República, sem velhos recursos a estereótipos revolucionários”.”

 

Tomei a minha decisão, já sei o que vou fazer no dia 05 de Junho de 2011, dia das Eleições Legislativas intercalares, que não desejei, mas que ainda assim me deram que pensar e meditar para chegar a uma opção.

Relativamente ao voto em branco ou abstenção, continuo com dúvidas de que só o fato de ir lá dar um papel em branco para a caixinha não venha a favorecer o sistema que tanto quero mudar. Não seria melhor a total indiferença e rejeição, que é do pior que se pode fazer a um ser humano?

A abstenção!

Nisto e noutros assuntos, muitos, estou completamente de acordo com Marinho Pinto, seria a maior desobediência civil ao sistema a que chamam Democracia e a melhor forma de mostrar o que pensamos desta classe política.

Entretanto, eu acrescento porque de outra maneira não fará tanto sentido, esse gesto deve ser devidamente acompanhado por manifestações de rua por todo o país demonstrando que a abstenção é assumida e não o é porque fomos para a praia ou para outro sítio qualquer.

Mas entendem a dúvida? Será que o voto em branco não mantém o sistema? É que para todos os efeitos legais os votos em branco são ‘contabilizados’.

No método de Hondt, os brancos são votos 'contabilizados' e são votos válidos, para todos os efeitos. São votos do e no sistema.

Quer dizer, quem vota em branco, estará a dizer, mais ou menos isto, aceito este sistema mas não me revejo em nenhum destes partidos.

Para efeitos de leitura e análise política terão o seu peso.

A abstenção com manifestações obrigaria o PR e os agentes deste sistema a tirar elações bem concretas e poderia favorecer os partidos mais pequenos, ao fim e ao cabo...

Isto porque se se reparar nas campanhas eleitorais, nos últimos 3 dias há uma questão em que todos os partidos se unem e apelam em coro, insistentemente, que é para as pessoas irem votar.

eleicao

Eles receiam a abstenção como o 'Diabo foge da Cruz’.

Será a abstenção no método de Hondt um golpe de estado?

E depois ir votar porquê e em quem? Na verdade estão a dar-nos a escolher entre os mesmos que nos colocaram nesta situação, isso tem lógica? Faz sentido para alguém?

Esta estória da dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições é um ato de cobardia de quem ocupa o cargo de Presidente da República, dos Partidos e Políticos portugueses.

Mais tarde vão responsabilizar o Povo Português pelas decisões que tomou em sede eleitoral… até se fez Democracia, dirão!

Mas não contarão a verdade que é a de se apresentarem os mesmos partidos e políticos a votação popular, a de quererem mais um aval do Povo para prejudicar ainda mais o país e encherem os bolsos, à custa do próprio Povo! 

Estão a dizer-nos para fazer uma opção? Uma escolha? Ou estão a apresentar-nos o mesmo do mesmo?

Já que não forçámos um governo de unidade nacional, vamos agora mostrar a estes hipócritas o que valemos e o que eles merecem!

Não colocaria estas dúvidas se realmente eu acreditasse ainda viver num sistema democrático.

Nós vivemos sob um regime e sistema de ‘Ditadura Partidocrática’ que se foi alicerçando desde os tempos de Mário Soares e ao qual ele na altura chamou de 'Pluralismo Democrático' em oposição ao totalitarismo que nos estavam a tentar 'meter' cá dentro.

Eu digo assim porque sou contra qualquer tipo de ditadura, seja política, social, empresarial, etc... e era disso que se tratava.

Não faz parte de mim, do meio feitio... Portanto a questão que se me coloca com estas eleições de votar em branco ou abster-me tem a ver com a melhor forma de deitar abaixo este sistema e se possível este regime, dando azo a que se recomece algo de novo, tendo muita atenção a qualquer tentativa de aproveitamentos totalitários ou outros quejandos.

Creio que seríamos capazes, somos, de conseguir levantar uma Democracia Direta, repor o nosso sector primário a funcionar e todos os outros que esta ‘gente’ e os UE/Alemães e Franceses fizeram por destruir dando cabo deste país que praticamente nada produz de bens de primeira necessidade, dependendo exclusivamente do exterior.

Deram-nos, ou, melhor, emprestaram-nos muito dinheiro para que fossemos mais um mercado de consumidores dos produtos deles.

Mandaram-nos queimar excedentes de bens alimentares para poderem manter ou mesmo encarecer preços como queriam, isso é de uma exploração pérfida a toda a prova, e, além disso desumano enquanto houver fome no mundo e até aqui no país, como chegou a acontecer.

Numa verdadeira Democracia isso não seria possível, tenho a certeza!

Claro, esta é uma proposta que estou a fazer em simultâneo, e, não é a primeira vez, em vários grupos de debate no Facebook e com mais amigos a outros conhecidos, o que será pouco.

É necessário que os portugueses se apercebam verdadeiramente no que está em jogo e o que está é o próprio país, a sua própria vida e dos seus filhos, por essa razão é que está na hora de ir para a rua e dizer BASTA!

Seria necessária a mobilização através de um ou vários grupos que pensem da mesma forma, isto é, acabar com este sistema e criar um novo, assunto já demasiadamente debatido mas sem que muita gente se movimente, extrapolar para o exterior o máximo possível dessa mensagem, através de várias formas de atuar com base nos meios de comunicação correta e direccionada, tal como o faz este sistema podre, mas que teima em não querer cair.

Já nada tenho a perder e se continuo a sonhar e lutar é pelos meus filhos e por todos os outros, a ver se ainda conseguimos evitar que se lhes hipotequem o futuro.

O principal motivo pelo qual os nossos políticos dos partidos candidatos às eleições legislativas dizem para as pessoas lá irem votar mesmo que não seja neles, que é preciso é exercer o direito cívico e blá, blá... nesses três últimos dias de campanha, nem se atacam muito uns aos outros, retraem-se e incessantemente apelam ao voto como vendedores de 'banha da cobra', para além da vergonha do resultado que seria uma abstenção em percentagem altíssima não é senão a Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais (Lei 19/2003 de 20 de Junho), artigo 5.º Subvenção pública para financiamento dos partidos políticos: "2 - A subvenção consiste numa quantia em dinheiro equivalente à fracção 1/135 do salário mínimo mensal nacional por cada voto obtido na mais recente eleição de deputados à Assembleia da República."

Quer dizer se a Remuneração Mínima Mensal for de 485 Euros, dá 3,59 Euros por voto válido.

Por cada voto num partido, os partidos recebem 1/135 da Remuneração Mínima Mensal (RMM), ou seja cerca de 3,59 Euros, de acordo com a Lei do Financiamento dos Partidos.

Se votarem BRANCO, NULO ou se se ABSTIVEREM, os partidos não ganham nem um cêntimo.

Concluindo a análise, num sistema democrático em funcionamento normalizado, ficaríamos esclarecidos relativamente às opções de votação e tudo seria muito fácil.

No caso concreto que temos entre mãos, isto é, que nos impuseram, em que temos que decidir se queremos manter este sistema sócio político e económico, entrar no jogo da classe política, ou antes, do poder económico-financeiro nacional e internacional, pagarmos os erros desses senhores que só têm lucrado com tudo isto, antes, durante e irão lucrar depois da crise, deixar hipotecar o nosso território, assim como, a nossa riqueza natural e histórica, o futuro deste país, a situação torna-se mais profunda e qualquer tipo de voto expresso com a nossa presença nas assembleias e mesas eleitorais é um sinal de que damos o aval para isso.

Votar em branco ou anular o voto, conta, porque quanto mais destes votos forem apurados menos votos e percentagens obtêm os partidos.

Para a distribuição dos mandatos é que não contam.

Os votos em branco e nulos podem ter tantos significados que acabam por não ter um específico. 

Sem demagogias, fazendo o ‘mea culpa’ temos que confessar que se estes políticos lá estão, foram lá postos por nós, votando neles, votando em branco ou nulo, e, mesmo com a nossa abstenção, sem que permitíssemos que se pudesse fazer uma leitura e análise correta do resultado das eleições, parecendo mais um campeonato de futebol, que uns gostam e outros nem tanto.

Assim sendo, se queremos romper com esta situação e o queremos demonstrar, só temos uma opção e é a ABSTENÇÃO, mas uma abstenção consciente, demonstrada nas ruas após o encerramento das urnas, por todo o país como se deve realizar realmente uma greve.

Tudo realizado de forma ordeira, tranquila e pacificamente, mas em festa a celebrar a vitória do Povo Português, porque se as eleições são o que nos resta, pois que assim seja.

Só assim daremos a leitura e análise que os agentes deste regime tanto temem um dia terem que fazer.

Esta é a minha opção, não me resta mais nada a fazer, é para isto que vou lutar, deixo-a aqui a quem possa interessar… da minha parte, fico de consciência tranquila, não vou votar útil, nem no ‘Mal Menor’, nunca o fiz e não seria, muito menos, nestas eleições.

Não se esqueçam do 12 de Março, em que alguns ‘panicaram’, mas que acabaram por dar a volta e envolver o acontecimento e levá-lo para dentro do sistema, mostrando ao mundo que linda que era a ‘Democracia’ em Portugal… que podiam fazer de nós o que quisessem!

  

publicado por FV às 16:54
sinto-me: com vontade de mudar!
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