28
Mar 11

A Importância Das Religiões


As religiões tradicionais e históricas, suportes fundamentais de culturas civilizacionais milenares, foram perdendo poder e influência, fruto dos erros praticados pelos homens a que elas foram pertencendo e pertencem, mas sempre foram necessárias e sempre proporcionaram ao mundo, com excepção do que atrás refiro, fundamentos básicos e ensinamentos em quase todas as áreas para a evolução da Humanidade, se bem, volto a ressalvar, que terão trazido outras práticas menos próprias mas que não correspondiam ao que essas crenças preconizavam, mas sim ao que homens ambiciosos, sem caráter, que em nome delas se aproveitaram e aproveitam para benefício próprio.

As religiões estavam tão integradas nas culturas dos povos do planeta que por vezes se confundiam com a própria forma de vida, numa promiscuidade de algum modo confuso quando o se imiscuíam na esfera do poder político e de outros interesses que nada tinha a ver com a religiosidade.

Até aos nossos dias as religiões continuam a ter um papel importante na ajuda e apoio aos mais desfavorecidos, tanto mais emergente, quanto mais o Estado se demite das suas obrigações.

Por causa desses erros as religiões acabaram por ir cavando o fosso entre elas, separando-se e entrando em confronto, chegando mesmo a guerrear-se, como se alguma doutrina divina assim o desejasse, mas é claro que por interesses de terras e outras riquezas.

Mais recentemente pela fragilidade humana, resultado das suas convicções sociais e políticas, nacionalistas, da miséria, fome até, ocupações de territórios, historicamente pertencentes ora a uns, ora a outros, divergências provenientes de origens tribais, nalguns casos; de pecados, autênticos crimes sociais e judiciais, para além de morais, enriquecimentos que por vezes resultam de investimentos obscuros e esbanjamentos também moralmente mal aceites; o fato de haver cada vez maiores dificuldades na vida, doenças, vírus mortais, tantos acontecimentos terríveis, resultado da fúria da própria Natureza e tantos outros motivos, como até a falta de tempo, o número de crentes tem vindo a decrescer nalgumas dessas religiões de forma assustadora.

A Indústria da Guerra utilizou tudo isto em seu proveito em diversos pontos do globo, e os seus mentores, aqueles a que tenho chamado os ‘Sem Cara’ do Poder Económico-financeiro que ao mesmo tempo que começavam a controlar o Poder Político, têm promovido, aproveitando-se da História religiosa universal, assim como, destes eventos mais recentes, uma vasta e longa campanha amplificada contra as religiões, conseguindo afastar as religiões dos Estados, por um lado, e, ajudando a aumentar o descrédito dessas doutrinas por outro, esvaziando o seu poder ancestral.

Não foi um acaso, uma coincidência, tudo o que aconteceu nos últimos anos, e, longe de mim que isto sirva de qualquer modo de justificação para os erros e ambições dos ditos ‘religiosos’, que não se veja aqui nenhuma tentativa de branqueamento seja do que for, houve sem dúvida uma ‘guerra surda e muda’, tudo isto tem sido uma estratégia para tomar o poder a nível mundial, em que podem até estar envolvidas personalidades de algumas dessas religiões.

Esta gente sabe que é preciso retirar a Fé e as crenças aos seres humanos para os poder dominar mais facilmente, essas crenças agora são o consumismo, são a procura da marca tal, do produto xyz, a Fé deve ser substituída pela ‘adoração’ do clube do desporto favorito e quanto mais competitivo e feroz, melhor, até porque aí está mais um negócio, há que fazer ‘explodir’, soltar o stress do quotidiano e de ser um ‘robot’ assistindo a esses ‘espetáculos’, discutir as jogadas dentro e fora do campo…

Por exemplo, qual o motivo, no caso do Futebol para que não se adotem as novas tecnologias para ajudar a melhorar o juízo dos árbitros?

Simples… depois que andaria esta gente a discutir durante a semana? Política? Problemas sociais? Justiça? Educação?

Por isso defendo a importância de que os homens bons das religiões, e, sabem a quais me refiro, não vou, nem quero que se perca tempo com isso agora, se devem unir e neste momento histórico em que vivemos, juntos tomem a missão de reabilitar as suas religiões, são mais as semelhanças que as diferenças entre as doutrinas, podem contar com muitos de nós e acredito que muitos ateus e agnósticos estarão ao nosso lado, não porque se converteram ou mudaram de ideias, mas porque entendem o que significa para a Humanidade o papel importantíssimo que a união entre os povos tem e que as religiões podem e conseguirão ajudar a atingir esse objetivo muito mais rapidamente que qualquer outro meio.

Deixo-vos aqui uma pequena estória sobre Fé, assisti a um vídeo sobre a sociedade num país a oriente, no Índico, em que um homem recolhia restos de comida nos caixotes do lixo das traseiras de uma rua de restaurantes de ‘fast food’, numa cidade. Seguiu para casa que era uma barraca, fora da cidade, os filhos brincavam e receberam-no festivamente. Entraram, juntaram-se à mulher, sentaram-se à mesa para comer, quando iam começar, o pai interrompe-os e todos rezaram agradecendo a refeição que iam ter.

Neste momento é importante ter Fé, acreditar em algo.

Eu tenho Fé que os povos do mundo tomarão de novo as rédeas, através de representantes diretos e serão Poder neste Planeta que temos que salvar urgentemente!

“Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, o último peixe for pescado, aí sim eles verão que dinheiro não se come.” Anónimo

  

publicado por FV às 07:44
sinto-me: com Fé!
música: My Sweet Lord.Billy Preston, Eric Clapton e outros
tags:

«Lá para o fim» conhecereis a verdade.Será isto fruto da alfabetização?Então e aqueles doutores que tanto têm escrito ao longo da história,porque nunca o fizeram?Haverá realmente alguém que o saiba?Todos caminhamos sobre pedras no «caminho» e se não há ninguém digno de nos conduzir para onde iremos?A realidade de hoje fere-nos os sentidos, pela falta de saídas e oportunidades mas também pelos valores que no quotidiano vemos serem completamente alterados, conduzindo por caminhos obscuros aqueles que hoje neles se perdem.«Grande é a porta que conduz á destruição».
Saudações.
JAZMAL a 29 de Março de 2011 às 19:44

Antes de mais, grato pela atenção e leitura deste blogue. É realmente uma preocupação que procuro transmitir através deste artigo a falta de referências, seja a doutrina ou quem nos guie, sendo por tal que penso neste momento, sempre, mas muito mais agora, haver necessidade de nos voltarmos de novo para as religiões.
Isso passaria pela união das mesmas, através dos seus bons 'pastores', renovando assim de forma muito mais urgente e positiva a captação da nossa atenção.
Seria importante que as religiões que detêm muita riqueza se despojem da mesma, doando-a aos mais necessitados, aos pobres e oprimidos, colaborando de forma ativa na preservação do ser humano e do nosso planeta.
Isso faria com que aparecessem um ou mais guias que nos orientem a caminho do bem estar e da qualidade de vida, fazendo com que cheguem a toda a população mundial de maneira mais igual, tornando também grande a porta que nos leve à Salvação!
FV a 29 de Março de 2011 às 20:13

Penso exactamente que é a cegueira que nos faz questionar a direcção que sirva os nossos interesses.Não me parece que uma vida dedicada á família e no meio social vá conduzir alguém por caminhos tortuosos ainda que estes sejam uma constante e fonte de real preocupação no seu efeito último.Há quem diga que todos os caminhos conduzem a Deus, causa primeira deste drama existencial, onde os seus instrumentos operam em vários níveis e envolvendo todo o Globo.Eu penso que se sairmos á Sua procura, certamente surgirá no caminho.Deus não se compraz com a destruição do ímpio que não o procura.O Seu reino é cheio de sinais e aquele que com eles depara certamente será abençoado.
Grato pelo seu comentário.

Eu é que tenho que agradecer o fato de me fazer sentir que não estou a escrever para 'ninguém', porque o meu propósito é que as minhas palavras cheguem a alguém.
De fato nem todos os caminhos conduzem a Deus ou à Divindade em que acreditamos, referindo-me às religiões em geral, porque faço questão de reconhecer aquelas que considero históricas e merecedoras da Fé dos seus crentes, as que marcaram a História Universal desde sempre e influenciaram as nossas culturas, por isso entrámos em caminhos obscuros, por onde se perderam valores e princípios básicos, mas para os quais também já estávamos alertados, de mentira, roubo, assassínio, etc.
Assim, tanto mais considero importante que sejam os bons homens das religiões a que chamei 'pastores', a unirem-se e a procurem-nos desta vez, mais do que nós comecemos a procurar Deus ou que Divindade seja, para que sejam eles a nos orientar nessa mesma procura de Fé, porque nos sinto perdidos e com necessidade de alguém, que podem ser alguns, dignos de nos conduzir.
Mas isso não invalida que aqueles que de nós estamos conscientes da necessidade de sair à sua procura não a mantenhamos ou iniciemos desde já.
Grato e Saudações.
FV a 29 de Março de 2011 às 21:50

Caro amigo
Foi o Mestre que disse:«Procurai primeiro o Reino de Deus e o resto ser -vos-á acrescentado».Em Apocalipse pode-se ler:«Ao que pedir será dado, ao que procurar encontrará».São palavras verdadeiras que encontrarão eco nos crentes e em todos aqueles que procuram a realidade ou verdadeira natureza deste mundo.Diz ainda:«Se levantares uma pedra certamente aí me encontrarás».Ora debaixo de uma pedra só pode haver pó e esta lição que estuda a natureza dos materiais contem ainda cinzas.Há uma passagem que diz:«Os filhos das trevas são mais sagazes que os filhos da luz».Aqui se constata uma dualidade no Reino de Deus.Pedra pó e cinzas são apenas o substrato do fogo cósmico que dá origem a estes elementos.Há um Reino de Luz e a pedra (planeta) que tem uma zona escura, permanente e imóvel mas que a sua importância de 1ª grandeza.Se a Pedra é um elemento que «pode» ter exposição directa á luz, já o Pó existirá num nível menor (aquilo que nós somos), com acesso ás cinzas (águas de onde retiramos o peixe).Quanto ás aves do Céu, nem uma cai sem o conhecimento do Pai.Há aves diurnas e nocturnas no Seu Reino mas este apenas nos é prometido.Todos estamos presos á Pedra e apenas somos diurnos mas é á noite que a sintonia do homem com Deus é possível.
Espero que esta perspectiva do Reino lhe agrade e vá de encontro ás suas aspirações.

Mais uma vez grato pelo excelente contributo a este meu simples blogue. Muito interessante a perspetiva que apresenta, no fundo, uma forma brilhante e mais dogmática de transmitir praticamente o que muitos temos em pensamento. A dualidade de que falo no meu comentário colocada desta maneira tem um sentido mais profundo e fica mais claro. As minhas saudações.
FV a 30 de Março de 2011 às 10:52

Eu corria o tempo todo procurando Te alcançar
sem perceber bem ainda que Voce está em todo o lugar.
Procurando Te encontrar estremecia só de pensar
nesse poiso de felicidade,de alegria e de bem-estar.
Sonolento e incrédulo me levaste por esse caminho
onde me converti de coração a tudo descoberto,
trilho difícil que devorei faminto e sózinho,
lendo o mar, toda a terra e o céu tão perto.

Te vi em toda a Terra com plenos poderes repartidos
gerando todo o conhecimento que nos alimenta
que destrói e reconstrói os elementos concebidos
levando o homem pela mão do amor que o sustenta.
Coloca sinais, testemuhos em toda a parte:
Ele próprio se revela Senhor do mundo e das gentes
todo o mundo tem, todo o tempo gere e reparte;
mal para uns, fonte de benesses para os crentes.

A visita é mistério que chega, indelével e obscura:
anfitrião sou de um ser que é tudo o que se revela
ser todas as coisas,a vida de forma tão pura,
que sou eu mesmo quem reina,espírito que se anela.
Ver, andar, correr, voar, montar, rir e gemer
eterno aprender, o antes e o depois, o tudo ser
que se renova, infinito ao tudo ter e aprender,
inventando-se naqueles cuja vida está a perder.

A luz impera, senhora do destino de toda a humanidade:
eis-me aqui, brilhando para vós, baluarte de amor;
sou tudo aquilo que está em vós, espada iluminada
que une e separa os destinos finais com clamor.
Procurai-me e todos estarão em mim, linguas de fogo
que jamais se apagará, iluminando tudo em redor
qual sol coroado, brilhante infinito que o luar afogo,
cálidos corpos em harmonia e sintonia de amor.

Interessantíssimo. Grato!
FV a 30 de Março de 2011 às 15:41


Na natureza confirmamos visualmente a propensão natural dos elementos para «ascender»,projectando-se a partir da Terra, na verdade para o seu exterior, como quem almeja a liberdade.O fogo exala as suas flamas irrequietas para o alto e o consumível que liberta segue a mesma intenção de se libertar.As plantas crescem e desenvolvem-se para o alto,atingem a sua plenitude, cumprem a sua função (interacção com o meio-ambiente) e há algumas que atingem o estatuto milenário.A água tem um ciclo ininterrupto,evolando-se nas alturas,alterando as propriedades de base e retornando ao seu estado original após executar outras funções sem as quais a própria natureza não poderia existir.
Assim,parece completar as variantes de um mesmo sistema a elevação de um ser «animal» a um nivel que se crê ser superior.Qual a mensagem que temos desta zona?Segundo a fé, o Reino dos céus tem as suas portas abertas através da oração, no isolamento e quietude do quarto, sendo a súplica dirigida ao interior -(habitáculo da vida).A hora e o local revela-nos qual porta deve ser aberta a fim de poder disfrutar dos benefícios deste «dom» que é a vida.Será esta palavra dirigida a todos? Que representa então a partilha do pão no hábito semanal que tantos partilham?Outra versão diz-nos que o acesso a esta dimensão será muito dificil para aqueles que têm uma vida desafogada,recheada de coisas boas, como se estes «irmãos», que partilham os lugares da frente na assembleia, já tivessem a sua recompensa nesta vida terrestre.Não existe aqui uma prova clara da reencarnação por sistema?«O reino dos Céus é semelhante a uma mulher que toma três medidas de farinha...»A planta é o elemento regenerador do «pão» vital que alimenta todo o ser vivo. Diz o Senhor que é o Pão da vida. Que outro o poderá representar melhor?Então a farinha (reduzido a pó) será de facto o elemento vital, existindo em três niveis que são a água, o ar e tudo o que existe á face da terra.Assim está encontrado o caminho daqueles que foram excluidos mas que têm a evolução natural do seu lado.
Sob outra perspectiva, o céu pertence ás aves, seres cobertos de penas, domínio absoluto do Pai, onde nada ocorre sem o seu conhecimento.É comum dizer-se que as penas ocorrem na prisão. Apenas duas saídas são perceptiveis no conflito que se adivinha:A morte ou o cativeiro.Nunca o Céu poderia ser sinónimo de morte.Diz o Senhor que é melhor o Céu mesmo que isso implique a perda de algumas partes do corpo.(...)
francisco a 30 de Março de 2011 às 15:56

arquivo
as minhas fotos
mais sobre mim
pesquisar
 
(O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade artigo 12.º do CDADC. Lei 16/08 de 1/4) (A registar no Ministério da Cultura - Inspecção - Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. - Processo n.º 2079/09)