24
Mar 11

Manifesto Urgente


‘Às vezes parar um pouco para pensar, pode ajudar-nos a avançar muito mais rapidamente!’

Fernando Pessoa

Eu vou… pensar profundamente, para amanhã avançar a passos largos a caminho do futuro de que tenho tantas saudades!

Só que… esgota-se-me o Tempo... até me esqueço de respirar!

Já parámos, debatemos, trocámos ideias, no fundo pensámos!

O comboio passa hoje. Ou entramos já e mudamos radicalmente este status quo, ou, quem sabe, só poderemos ter outro comboio daqui a muitos, muitos anos... e já será tarde!

 

Esta é a grande oportunidade de sairmos à rua e optarmos pelo que tanto ansiamos, a ruptura com a ‘Partidocracia’ é o único caminho para salvaguardar o país dos 'Sem Cara' do Poder Económico que têm estado a perder terreno nesta luta sem quartel.

Dar o flanco com a justificação de se salvar o país é o que este regime e defensores deste sistema hipócrita pretendem.

Isto é chantagem. Já o tentaram entre eles, políticos e partidos, e, agora passam-nos a ‘batata quente’ a nós!

Venha quem vier de dentro do sistema virá sempre alegar mais ou menos isto… ‘afinal a situação económica do país está muito pior do que pensávamos, do que nos era transmitido, portanto, temos que apresentar medidas ainda mais duras do que estava previsto…’ ou entra a ajuda estrangeira, tomando-se em consideração, principalmente, o FMI.

Isto no caso de eleições antecipadas ou através de um governo de plataforma partidária de salvação nacional, incluindo seja que partidos incluir.

Quer-se dizer, tudo continuará na mesma, serão pedidos sacrifícios a quem já não consegue ajudar-se já nem a si próprio, não se tocarão nos salários, regalias, condições de trabalhos (?) e mordomias da classe política e seus gestores de estimação, não será reduzido o peso do aparelho do Estado o que só por si, praticamente, resolveria o problema do déficit.

Mas há outras soluções ao contrário do que nos querem fazer crer!

O Presidente da República perante o que se está a passar em Portugal tem o poder de chamar uma personalidade ou grupo de personalidades independentes, ou, até ligadas a partidos mas que se assumam acima dos mesmos, para formarem um governo de iniciativa presidencial, pequeno, consistente e forte, que tome as devidas medidas para controlar este desaire sem que o peso caia todo em cima do Povo mais fragilizado e reponha a Justiça Social.

Deverão começar pelos salários, regalias e mordomias da classe política e seus adjacentes, como por exemplo, diretores gerais, presidentes e membros de institutos e comissões que para nada servem e gestores de empresas públicas, entre outros.

Entretanto, dever-se-ia reavaliar o regime e sistema em que o Povo português deve viver, para que o fosso entre ‘classes’ não seja tão exagerado como o é atualmente, não fazendo sentido nenhum, e, que fique claro que defendo a verdadeira ‘Meritocracia’, não a da amizade, a do partidarismo, do favorecimento quer pelo sexo ou até sexual, raça, religião ou o que mais for, só realmente pelo que cada um produz em qualidade, ignorando se ‘fulano’ ou ‘sicrano’ ficam mais horas no local de emprego, pois isso não significa maior e melhor produção.

De resto, como é evidente que haverá sempre diferenças salariais refletindo o grau de responsabilidade e o mérito de cada um. Mas não havendo um diferencial tão grande a nível salarial, tal como noutros países mais evoluídos, a distribuição da riqueza poderá ser mais facilitada, melhorando a qualidade de vida de um maior número de pessoas, isto em conjunto com outras medidas.

Quanto ao sistema político, nada mais fácil que construir uma Democracia, começando pela base, como se deve iniciar qualquer levantamento de um edifício, para se chegar ao topo.

Os partidos que se quiserem manter terão que ‘fechar contas’ com o Estado e reformularem-se como se de novas organizações se tratassem.

Isto é, seria a partir do Poder Local, criteriosamente filtrado pelo Povo que seriam escolhidos os seus representantes de forma personalizada e daí criados os partidos.

Tanto no caso dos representantes locais, como depois no caso dos representantes a nível central, nacional, mas representando verdadeiramente concelhos e distritos, os eleitores terão que saber em quem vão votar, que fique bem claro onde vivem, o que fazem, o que têm e com o que saem, para que possamos responsabilizá-los a que nível for necessário, moral, civilmente, criminalmente, não haverá imunidades, ou, até pelo contrário quando conseguirem concretizar algo fora do normal em benefício da comunidade podermos felicitá-los.

O aparelho de Estado deve ser redimensionado à real proporção geográfica e social de Portugal, deve ser reduzido o número de ministérios, secretarias de estado, direções gerais, institutos e empresas públicas disto e daquilo que só servem para dar lugares a ‘ex isto e aqueloutro’, além de participações em empresas público privadas, que têm o mesmo objetivo e mais controlar certas e determinadas liberdades políticas, sociais e económicas, devendo só ficar no Estado as empresas de serviços e distribuição que realmente trazem algum benefício para o bem comum.

Iria eu mais além nesta ruptura, pois mudaria não de forma extremista, mas radical, o regime português, passando esta República a ser Presidencialista, mantendo um ‘curto’ Conselho de Estado ou o que lhe queiram chamar, sendo um grupo de especialistas em diversas áreas, de confiança e com provas dadas nas suas atividades, que seriam chamados pelo Presidente conforme as necessidades do momento, ou, todos ou parte, dependendo do assunto em análise.

O Governo escolhido e chefiado pelo Presidente, teria as características que acima já foram mencionadas, assim como o sistema Democrático, na verdadeira acepção da palavra, também referido.

Alegam os republicanos mais conhecidos do nosso país que este regime de um Presidente, quase sem poderes, um Primeiro-Ministro e o seu Governo, e, um parlamento ou Assembleia da República, é uma tradição republicana… pois meus caros… a mim parece-me é uma tradição bem monárquica, monarquia parlamentar, bem entendido, onde só muda a figura do Presidente pela de um Rei, assim sendo mais valia fazer um referendo e ver o que votaria o Povo português.

Ainda por cima, está a tornar-se tradição que cada Presidente exerça os dois mandatos a que tem direito, sendo que à segunda eleição é sempre, praticamente, dado adquirido, por todos, que o candidato em exercício vai ser eleito, colocando-se o mais alto cargo da nação como um prémio de carreira política pelo que proporciona enquanto no lugar e de regalias e mordomias depois de sair, coroando com a cereja em cima do bolo a vida de um político.

Será isto justo? Mais a mais em Portugal?

Aqui ficam algumas ideias que deixo para vossa reflexão, convicto que terão noção que o tempo se esgota, tal como dou a entender no início deste meu escrito, porque o que nos estão a tentar fazer é prosseguir com o 'Politicamente Correto que é Socialmente Incorreto e Bestialmente Injusto'.

Ou lutamos contra o sistema vigente agora, já, ou não!

Transições ocas que favorecem os mesmos, com ou sem PS, nunca mudarão políticas, sistemas sócio político e económicos e muito menos regimes! 

 

 

publicado por FV às 13:04
sinto-me: é agora ou nunca!!!
música: filhos da madrugada.José Afonso
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