21
Fev 11

Será difícil e os sacrifícios serão ainda maiores que os que nos pedem agora. Os portugueses nem sonham o que aí vem... Mas este Estado de mãos largas, gordo e a engordar, a má gestão, desde câmaras municipais ao governo, que não deixa a economia mexer, enforca, esgana a já fraca economia também tem que ser parado e para isso tem que vir o FMI ou temos que agir, nós o povo.

Quem tem medo do FMI em Portugal são os políticos, os maus empresários, os ‘xico-experts’, os tachistas, os banqueiros, no fundo, os que vivem das mais-valias das percas, das migalhas que o Estado deixa cair...

Nós, comuns mortais, já não temos por donde nos tirem mais e o FMI sabe disso... porque se quiserem tirar-nos mais, não vai haver, porque não temos mesmo!

Afinal o FMI vai, pelo menos, travar este ‘fartar vilanagem’, este roubo descarado... Pois que ‘venga’!

Paul Krugman sabe bem expor, de forma simples, as situações e recordo-me bem das suas palavras virando-nos para a Argentina, recordando-nos o que aí aconteceu e que esse seria o caminho.

Estes políticos impostos pelos sem cara (poder económico), como lhes chamo, são uns polichinelos movidos conforme interesses, mas enganem-se que se vier o FMI de que ficam no poder, por mim e pelo que puder fazer, nem que tenha que juntar-me a um partido contra os meus princípios e os meus ideais, assim farei, mas não me calarei, nem contra estes, nem contra os seus sósias e vou para a rua caso venha a ser esse o caso, e, é o que mais parece!

Espantado ando eu... o Bloco de Esquerda tem estado tão calado! Porque será?

Quando se fala de crise e de toda esta situação, lamento, mas não entendo a menção a que estamos na reta final do campeonato... não me levem a mal!

Isto ainda agora começou!

Estávamos em recessão, não estávamos, agora vem o Banco de Portugal, o próprio governador, dizer que estamos e que isto é para piorar e logo vêm os Zés das Couves, que põem uma gravata ao Domingo e ficam engenheiros, com números positivos tirados de uma cartola que lhe meteram logo à frente, sabe-se lá quem, e, pura e simplesmente ignoram a verdade da recessão.

Quanto ao Facebook e outras redes sociais tenho dúvidas que tenham arcaboiço para tanta vaga de fundo já que sendo o mais procurado, o Face, começou a fazer Tilt há alguns dias com mensagens atrasadas, horas trocadas, o que nada tem com capacidade de dar liberdade de expressão, mas com capacidade de dar vazão a tanta opinião!

Governos já cortam comunicações, foi no Egipto, agora na Líbia e Angola, são presos ativistas internautas, feridos e mortos os primeiros manifestantes que aparecem nas ruas e só depois lhes perguntam se iam a passar por ali por acaso a caminho do trabalho ou a passear, ou, até por curiosidade…

Aí creio que a responsabilidade tem sido nossa: causas com o mesmo objetivo são inúmeras, debates com o mesmo objetivo e que se perdem no tempo e no espaço sem conta, interferências sem propósito de pessoas desinteressadas que 'amandam' umas bocas e desaparecem, diferente de incluir algum humor nas conversas, que é sempre bem-vindo para desanuviar, etc. E mais os submarinos infiltrados que só vêm para desestabilizar…

O que me estranha é o PC ou o BE, mas o PC, principalmente, que sempre teve uma enorme capacidade de mobilização, não ter ainda movido as suas influências para levar a efeito uma manifestação ‘espontânea’, tipo buzinão (‘tá bem eram do PSD, contem-me estórias), para acabar com isto.

Terá perdido essa capacidade? Não creio!

Se bem que tenha tentado um ensaio com a prisão dos professores sindicalistas da manifestação de há umas semanas, mas não resultou.

Faz-me parecer que falta um acontecimento, um espetáculo para alguns signatários deste país serem pateados e devidamente assobiados, um buzinão, algo onde se concentre a indignação de um grupo de portugueses a quem se lhes juntem, nos juntemos, mais e mais para despoletar o movimento de que tanto precisamos!

O BE nem se fala... não se ouve!

A oposição popular organizada, os sindicatos, a Intersindical, a UGT?

Menciono estes, precisamente, quase por ironia, porque quando foi do interesse deles souberam mover-se e mobilizar fosse o que fosse para se poderem instalar e criar este ‘status quo’.

Quanto ao BE temos o silêncio, foram-lhes dados os votos, mas de resto, pelos vistos, nunca teve capacidade para mobilizar gente na rua, nem em campanhas eleitorais sequer!

Agora vem com uma Moção de Censura ou de Desconfiança, calculista, feita de tal forma mesmo para não ser aprovada, afrontando abertamente o CDS-PP e o PSD, obrigando-os a absterem-se, só para dizer que fizeram algo. Onde têm estado até agora? Isto é tudo para encher as vistas! ‘Tão a sentir o burburinho…

Não creio que em Portugal haja derramamento de sangue, se houver será umas 'gotas'... somos todos primos, familiares, isto não deixa de ser uma aldeia grande… viu-se que nem um grupo terrorista conseguiu vingar porque toda a gente sabia onde eles estavam mesmo dispersos, na clandestinidade, bastou apanhar 2 ou 3 para acabar com aquilo, houve vontade e pronto

Aqui o que tem que haver é vontade, gente séria, sempre haverá uns que vão apanhando umas migalhas, mas... ignoremos esses se forem irrelevantes, dediquemo-nos à gente séria que queira mudar a História, não mudar os atores, mas a peça ou o filme, o guião, conduzir este pequeno país (caramba não é nenhuma super potência!) a um futuro sorridente, equilibrado, mais justo, com qualidade de vida, não é com o que tem mais telemóveis ‘per capita’ do mundo, depois de Israel, nem com um parque automóvel novinho em folha, é com VIDA e saber VIVER!

Qualidade de Vida!

Quanto a revoluções com reações violentas e sangrentas, à maneira de Che Guevara, creio que se referia a outros contextos, outros tempos e regiões de outras dimensões, aqui teria sempre que ser diferente, com firmeza, mas daí a atos de terrorismo ou um golpe de estado com extrema violência, lá vontade dá, mas não me parece o caminho. Alguém sempre conhece ou ainda é família de alguém conhecido de alguém que é da terra de 'quelquém' e assim se vão poupando as balas.

Recordo-lhes que no 25 de Abril se deu o absurdo de à entrada em Lisboa os chaimites pararem ao vermelho de um semáforo... daí eu dizer que somos todos primos e vivermos numa aldeia... grande, com muitos centros comerciais e ‘super’ hipermercados... mas uma aldeia!

Quando menciono 'gente de bem', estou tão só a procurar referências que possam mobilizar-nos, nós os que nos sentimos ofendidos, humilhados e outros sentimentos que já batem tão fundo que é absurdo, ultrapassaram-se limites inimagináveis, estes 'gajos' não estão só a vender a dívida, estão a vender a nossa dignidade, postos de trabalho, como os lugares de enfermeiros, ainda agora ao Paquistão em troca de nos comprarem dívida.

Não que seja contra a vinda de imigrantes ou sequer tenha laivos de chauvinismo, agora o que é impossível é vender o que não existe, lugares vagos que só não estão preenchidos por falta de verbas, porque, por exemplo, enfermeiros em trabalho precário e desempregados para aí não faltam, e, ainda mais os que estão a sair dos cursos. É a banha da cobra!

O mais preocupante não é a questão de quem vai governar ou com que regime e/ou sistema ficamos.

Neste momento pior não vamos conseguir ficar e isso é que é o mais que certo!

O ser humano adapta-se, dizia Charles Darwin “Não são as espécies mais fortes nem as mais inteligentes que sobrevivem, mas sim aquelas que melhor respondem às mudanças”, por isso entre a monarquia e anarquia (não se assustem há formas de anarquia sustentadas e equilibradas, com sistemas de trocas e a viver do que produzem; ainda há pouco foi encontrado um povo desconhecido e que nos desconhecia a viver em plena selva, subsistindo autonomamente, num sistema social muito próprio, equilibrado e em paz, povo esse de que não mais se ouviu falar, e porque será?) neste pequeno país, não esqueçamos, essencialmente que somos um pequeno país, embora com uma enorme História, o que neste caso é uma vantagem, logo se encontrará uma solução, bem filtrada e ajuizada, porque os que não queremos já os conhecemos, e, os novos que vierem passarão por um crivo estreitíssimo, porque para isso já temos alguma experiência ou será que ainda não aprendemos?

Já os nossos ancestrais Lusitanos souberam viver sob um dos mais estruturados sistemas sociais herdados em grande parte dos celtas e adaptados à região, chegando a fazer frente aos invasores incluindo os poderosos romanos.

Não há aqui nenhuma utopia, internacionalmente, não representamos perigo para ninguém, já nem há Guerra Fria, com a nossa experiência de relações humanas, teremos mais amigos que inimigos, iremos ser exemplo para muitos que decerto nos irão seguir, seremos um bom negócio para as multinacionais, melhor do que somos agora e do que seremos num futuro muito próximo, porque investiram neste ‘mercadito’ e tal como estamos não vão ter retorno, por isso apostarão numa alternativa mais promissora, sempre!

O Turismo que neste momento é o rei das exportações, já há alguns anos, mas que regrediu, é um conjunto de produtos únicos no mundo, um tesouro bem guardado que temos e que muito tem para dar... chega de excessos como de inúmeros campos de golfe e outras atrocidades malucas que não vêm agora para aqui chamadas... Temos para oferecer Turismo de massas, Turismo de qualidade e de luxo, do mais rentável que pode existir, e, ter em conta que a indústria turística é bem ampla!

E não vou estar para aqui dar mais exemplos, do que podemos fazer, para além de recuperar o nosso setor primário e privilegiar as relações com o nosso mundo de língua portuguesa que tanto ajudámos perdoando dívidas que não podíamos, mas que agora eles bem podem colaborar connosco em todos os campos, porque também eles precisam de nós, aliás, porque precisamos uns dos outros de igual para igual, sem falsos paternalismos, mas como países unidos pela mesma índole lutadora, aculturados, miscigenados, com os mesmos sons, com os mesmos cheiros, com os mesmos sabores, com os mesmos sentidos, com os mesmos ideais...

De qualquer forma a mudança está em marcha, seja ela qual for e se não reagimos a mudança será para pior, isto pró nosso lado, porque a tendência do poder económico se reforçar é o grande perigo.

Já tivemos só uma amostra do que significa viver sob o jugo de tal poder, perdem-se os valores e princípios, as pessoas passam a não ter uma vida, mas a andar aí a trabalhar para pagar os seus encargos, sem que nada sobre, seja para o que for, às tantas, ainda vão escolher e emparelhar os casais, decidir se podem e quantos filhos terão, no fundo, um verdadeiro mundo ‘Orewelliano’, criado por George Orwell que só se enganou foi no ano (1984), porque de resto até nas guerras permanentes para manter em funcionamento as economias através dos vários negócios que desembocam na grande Indústria da Guerra, acertou em cheio.

A opção é nossa: Vamos lutar contra isso ou aceitar isso?

'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...’   
Martin Luther King

Ainda há semanas foi anunciado o relatório do Banco de Portugal relativo a Novembro, dando conta do crescimento na dificuldade de pagamento dos encargos dos portugueses aos bancos para cumprimento de prestações de compra de habitação e automóveis, isto após as férias, que foram gozadas como nada se estivesse a passar e nas quais se gastou ainda mais e maioritariamente recorrendo ao crédito.

Neste momento, a Novembro já existem muitos mais portugueses a não conseguirem pagar os seus encargos e a tendência é só agravar-se esse número, pois como assistimos em Dezembro com o Natal, prosseguiu-se a leva consumista, que foi alvo de campanhas para isso mesmo, tanto por parte de quem quer vender, como das financeiras a oferecer crédito, quase a obrigar a ‘malta’ a aceitar, e, o governo a aprovar leis como dos hipermercados poderem abrir ao Domingo, assunto que parecia resolvido, mas que afinal estava era adormecido.

E escusam de vir com a conversa que foi para criar postos de trabalho porque isso é mais uma MENTIRA, pois os trabalhadores desses espaços estavam desejosos de fazer mais horas para complementarem os seus salários. Pensem que na quadra das Festas os hipermercados sempre abriram ao Domingo e nunca foi necessário contratar pessoal extra, só umas miúdas a ganhar uns trocos para fazer embrulhos!

Basta ter olhos na cara, não é preciso ser muito inteligente!

Aliás, este argumento foi muito pouco utilizado, ficando-se por uma tentativa de arremesso.

Só que, muito simplesmente, como a grande maioria dos produtos que compramos são importados, maior fica o buraco da dívida e nunca mais paramos, cada vez cavamos mais o dito cujo!

Considerando que os nossos governantes 'modelo' deram vários exemplos de desperdício a nível de serviços estatais e em proveito próprio, não deixando de recordar do ‘fartar vilanagem’ das Câmaras Municipais com as decorações natalícias, salvo raras e honrosas excepções, ‘Haja Deus’, muitas das decorações entregues a empresas de primos e vizinhos e sei lá mais quem, imaginem o relatório do Banco de Portugal relativo ao final de Fevereiro ou Março... a pagar aos bancos, quem estará, quantos serão?

Temos que estar atentos a estes sinais/notícias que vão saindo no nosso país e tentar interpretá-los, trazê-los ao de cima e falar sobre eles até que se abra a brecha de que necessitamos para avançar!

O sistema está podre! O lado de cá do Muro caiu!

Chegou a nossa vez! Nada mais temos para dar!

Tiraram-nos tudo, fiquemos com a Dignidade!

Este é o meu ponto de vista e como respeito o dos outros, o que peço é que respeitem o meu, mas não contem que respeite a mentira e o embuste!

‘Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.’

Georg Christoph Lichtenberg

Só um povo saturado de ser roubado, humilhado, farto de que se riam na sua cara, farto de trabalhar para bandalhos que se voltam a propor ir para o poder continuar a sangria de onde não há mais sangue a tirar... pode perder o respeito pelos seus governantes, pode ficar com sede de vingança e pouca vontade de lhes ligar alguma importância.

Povo é um todo, somos todos nós, mas recordo que existem aqueles que dormem 2/3 horas ou que já nem isso, que trabalham em vários sítios, caminham com fardos de roupa às costas, porque em determinados percursos nem transportes têm, pagam medicamentos que agora nem preço têm à vista, por isso pedem-lhes o que quiserem e mais não sei quantas tropelias... mais os que nem isso têm, porque entretanto nem emprego já têm...

Votar? Será que a abstenção não será o desprezo absoluto, o que merecem estes políticos, indiquem-me um, um, que mereça um voto de alguém...

Votar no menos mau... não é Democracia, é Hipocrisia, desculpem mas não pretendo ofender ninguém, estou simplesmente a dar uma opinião frontal e séria, engolir sapos ou elefantes, nunca!

Votar em quem acreditamos, no que acreditamos, isso sim, é Democracia!

Não votar é praticamente dizer: Vão à Merda!

Só assim se conseguirá obrigar quem de direito a ter vergonha, os que não a tenham que se vão, dêem lugar a quem tenha e queira servir o país, não se servindo do país!

O que temos em Portugal é igual ou pior do que o que existia na Tunísia ou no Egipto, como exemplos!

Aqui agora temos 4/5 partidos que nada fazem e nos levam tudo, há 36 anos, eles e as famílias deles!

Temos um direito inalienável que é podermos estar aqui a dizer isto... nem sempre em todo o lado e vamos ver até quando!

Antes tivemos 07/08 famílias, um só partido também, durante 40 e tal anos e não podíamos estar aqui a falar disto!

Na Tunísia e no Egipto havia um só partido ( no caso da Tunísia até da Internacional Socialista), comandados por ditadores no poder há anos e que tinham grandes famílias que tudo levavam aos seu povos e onde também nada se podia dizer!

O que custa mais? Alimentar o que temos agora em Portugal, mesmo descontando o que nos roubam ou não irá dar ao mesmo, mantendo-se a vantagem de podermos ainda expressar-nos?

Vamos aproveitar agora que podemos falar e optar em votar ou não, de afirmar a nossa recusa em aceitar estes políticos e esta política, este sistema sócio económico falido e esgotado, obrigar esta gente a admitir que é preciso mudar, mas não é com os mesmos, têm que mudar os atores e o guião, repito!

A abstenção é normalmente conotada com irresponsabilidade política quando as coisas estão a correr normalmente e existe democracia na verdadeira acepção da palavra, o que não é a presente situação, seria bom se não tivéssemos políticos e ladrões, aldrabões e outros que tais terminados em ...ões, todos misturados que já temos dificuldade em separar o trigo do joio!

Alerto para que o voto nulo (voto rasurado, riscado, rasgado) não sirva para nada, a não ser que demonstra que o eleitor foi lá mas que por qualquer motivo riscou indevidamente, sem querer, o seu voto e a lei eleitoral limita-se a dizer 'temos pena'. Mas a presença fica registada, conta.

O voto em branco, sim, marca uma posição.

É um voto que indica que não quer indicar ninguém ou nenhum partido dos que se propõem à votação, mas que está com o regime e aceita o sistema em que vive.

Nesses momentos seriam as perguntas que o povo português deveria ter feito:

Quero algum destes candidatos?

Quero algum destes partidos tanto no governo, como na oposição, se é que estão a opor-se a alguma coisa?

Estou de acordo com o regime político em que vive?

Estou a sentir-me bem a viver no sistema sócio económico e político partidário em que está metido?

Se a resposta for negativa a estas perguntas vai lá votar para quê e porquê?

Deve, exatamente, não ir, demonstrando todo o seu desagrado e desprezo pelo regime e pelo sistema vigente, pela forma como está a ser governado e vilipendiado!

Tão simples, como isto!

Por favor, não me levem a mal, não me interpretem mal, mas...

Portugal não caiu no atoleiro, Portugal está perigosamente num enorme atoleiro.

Digo perigosamente porque quem nos colocou lá, tem estado, desde o início, a fazer tudo mal para nos tirar de lá e não sou eu que o digo, já havia quem dissesse antes e continuam a dizer economistas nacionais e estrangeiros conhecedores da matéria e da nossa realidade, independentemente da cor política, e, falo dos realmente reconhecidos, isto para não falar do fartar vilanagem de roubos e corrupção descarados, a rirem-se de nós, na nossa cara, como já mencionei.

Não existe nenhuma campanha de desestabilização política, como se fez crer por aí, existe de fato, é um governo fraco, que não entende o cidadão, que se perdeu algures… no deserto, como dizia o conhecido repórter de guerra da nossa televisão, mau, mais que autoritário, ditatorial, que se contradiz hora sim, hora sim, permissivo em relação à corrupção e uma muito pouco enérgica oposição, o que até é de ‘estranhar’, volta a ironia… será por alguns telhados de vidro? Ou porque na volta podem vir a ser governo e poderá fazer-nos o mesmo? E os outros que estão confortavelmente sentados na Assembleia da República e nem governo querem ser, porque o que gostam mesmo é de se ‘perderem nos Passos Perdidos?

O Povo já não se revê em quem está no poder, e, o poder, neste caso, é os que governam e a oposição, assim sendo que conclusão se deve tirar? Que conclusão deveria tirar um político honesto?

Como se pode ir vivendo com estas situações de pobreza, todos os dias temos novos e mais pobres, até nas férias as cantinas das escolas já ficam abertas, as instituições que apoiam estes casos já não têm ‘mãos a medir’, e, na verdade essa pobreza não se vê realmente porque temos uma pobreza envergonhada.

Sabem que os medicamentos agora não têm preço nas embalagens? Sabem que os descontos nos medicamentos já não são os mesmos? Que havia medicamentos com redução e que já não a têm? E que havia medicamentos que nem se pagavam e já se pagam?

Que há gente com 3 e mais trabalhos, com 60 anos, principalmente mulheres, e, mesmo assim não chega, há ainda os que nem uns servicinhos já conseguem arranjar?

Portugal não é só e agora certos bairros de Lisboa e do Porto, e, de mais algumas capitais de distrito.

Ainda durante a campanha eleitoral para as presidenciais a televisão mostrou que as caravanas dos candidatos agora 'rolam' pelas auto estradas, visitam os grandes centros e já não marcam presença no interior, logo ali a 4/5 kms da via que os leva a 170 kms/hora, a gastar combustível, pago por nós, certamente, sem pagar multas por excesso de velocidade e pior que tudo sem ligar nenhuma ao país do qual querem ser presidentes, querem ser o mais alto signatário da nação!

Até isso se perdeu, as visitas, nem que fossem só nas campanhas eleitorais a locais que nunca têm a atenção de ninguém, a portugueses que cada vez mais são de segunda e terceira, vá, vão lá e perguntem-lhes o que sentem?

Devem ter uma vontade de ir votar…

Não entendo, lamento, mas fico um pouco perdido...

O 25 de Abril era para isto?

A Liberdade era isto?

Eu não defendo uma alternativa de governo no quadro ‘partidocrático’ em que vivemos, em que todos vivemos como na selva, uma a duas horas de percurso para o trabalho, ida e depois volta, roubo descarado do nosso dinheiro ganho com o trabalho e abstinência de diversão e passeios, assim como, de estar com a família, sim porque impostos é quando depois a comunidade usufrui da redistribuição em serviços com uma razoável gestão de quem nos governa.

Para mim este sistema chamado de democrático, faliu, caiu o lado de cá do Muro e o que isso quer dizer é que nem o sistema socialista/comunista serviu nenhum povo, nem este nosso ocidental o fez, até talvez, para além da própria crise mundial, também pelo peso que veio do outro lado, dos países libertados, que talvez tenha caído sobre, principalmente, a Alemanha com efeito dominó pelo resto da Europa.

Concluindo, dentro deste sistema, em meu entender, muito dificilmente existe alternativa.

Há que mudar de sistema e relativamente a isso, em teoria, já existe, já foi experimentado, não é preciso inventar nenhum.

Vários excelentes economistas já para lá apontaram e quanto a economistas, refiro-me a um Paul Krugman, prémio Nobel, e, outros, mesmo em Portugal temos uns poucos, que mesmo estando ligados a partidos, dizem o que têm a dizer ainda que contra os interesses dos líderes dos mesmos.

Daqueles que não mandam, analisam e sugerem, acompanham e não abandonam o barco a meio só porque o patrão do poder económico manda o chefe político mandá-los calar!

Não mandem assassinar quem queira aplicá-lo, isto se não o conseguirem comprar!

Democracia! Sistema democrático! Sistema misto sócio económico o que deve ficar, fica no estado/o que deve ser privatizado, que o seja, livre iniciativa, mas nada de exageros… evitar, como na atualidade, que todos queiram ser patrões, quase que cada português tem a sua empresa e todos dão prejuízo!

Tem que imperar a transparência, a dignificação de prestar um serviço ao país, não servir-se da função!

Exemplos há por aí alguns e copiar o que está bem feito não fica mal a ninguém!

Não sou daqueles que diz que tudo foi mal feito e que não há nada bem feito em Portugal, antes pelo contrário, muito, mas mesmo muito tem sido criado e produzido, com um esforço brutal, a maior parte das vezes, pela falta de condições, só que isso não pode continuar, e que apesar disso verifica-se que em alguns casos estamos na vanguarda internacional.

Não creio que assim daqui se faça a luz, que a carolice continue indefinidamente, é preciso mudar!

Não acredito em nenhum político português de relevância neste momento e de há algum tempo para cá, quer esteja no governo ou na oposição, fiquei na dúvida relativamente a Marcelo Rebelo de Sousa a quem bastou um discurso no Pontal, em que colocou em causa ‘o possível dar a mão a certos grandes grupos económicos portugueses’ para ser queimado como ‘a pescada, antes de ser já o era’, não foi mais longe que presidente do partido.

Resultado: os interesses, em dificuldade, dum grande grupo português no Brasil foram comprados pelo Estado português através da instituição onde se reformavam os ex-governantes do PSD e do PS e que recebiam 19 meses de salário por ano e que não tinham mais para onde ir.

Posso citar outro que tentou ‘mexericar’ onde não devia, Santana Lopes que também, pelo próprio partido e acompanhado imediatamente pela oposição, caiu como subiu… rapidamente.

Isto para não falar da Dra. Ferreira Leite, como ganhou Sócrates as segundas eleições?

Que interesses se moveram na comunicação social para se ‘inclinar’ tanto para aquele lado?

Falta de empatia? Só?

No caso de Santana Lopes, recordam-se dos panos pretos nas janelas em tão pouco tempo de governação, ainda ele não tinha feito nada, só tinha anunciado, umas coisas na GALP e outras assim...

Não fez já Sócrates tanto mal a este país que merecesse não panos, mas estandartes enormes, pretos e de todas as cores possíveis e imaginárias, nas varandas de Portugal?

Assim até parece que quem se inclina para algum partido sou eu, mas desenganem-se, nada disso, limitei-me a relatar aquilo que vi e ouvi, que fui testemunhando.

Agora vamos é demonstrar a nossa indignação, a nossa vontade de dar uma grande vassourada nestes políticos de Ópera Bufa!

Vamos! Juntamo-nos na Avenida da Liberdade em Lisboa, nos Aliados no Porto e em todas as Liberdades e Aliados deste país, no dia 12 de Março e mostrar quem somos, em PAZ, civilizadamente!

Todas as Gerações!

 

 

 

publicado por FV às 13:55
sinto-me: Revoltado!
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