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Jan 11

Mais uma mensagem que me chegou às mãos e não posso deixar de partilhar convosco... dei-lhe um jeito e aí vai, pungente!


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Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei a sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer".

Ela sentou-se e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento nos seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer-lhe o que estava a pensar. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?"
Eu evitei responder, o que a deixou muito zangada. Ela mandou os talheres para longe e gritou "você não é homem!".

Divorcio

Naquela noite, nós não conversámos mais. Pude ouvi-la a chorar. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma razão satisfatória para essa questão. O meu coração não lhe pertencia e sim a Teresa.

Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. Sentia-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, o nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela pegou no papel tirando-o da minha mão e rasgou-o violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos tornou-se uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava a Teresa, profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto à minha frente, o que já esperava. Eu senti-me a libertar-me enquanto ela chorava. A minha obsessão pelo divórcio nas últimas semanas finalmente materializava-se e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, cheguei a casa tarde e encontrei-a sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e adormeci imediatamente, pois estava cansado, depois de ter passado o dia com a Teresa.
Quando acordei a meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu ignorei-a e voltei a ir dormir.
Na manhã seguinte, ela apresentou-me as suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias nós tentássemos viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria os seus exames no mês seguinte e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com a separação dos pais.
Isso pareceu-me razoável, mas ela acrescentou algo mais.noiva_no_colo

Ela lembrou-me do momento em que eu a levei ao colo para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e pediu-me que durante os próximos 30 dias eu a levasse ao colo para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar os meus próximos dias ainda mais intoleráveis. Eu contei à Teresa o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; o melhor é ela encarar a situação e aceitar o divórcio”, disse Teresa em tom de gozo.
A minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O pai está a levar a mamã ao colo!". As suas palavras causaram-me constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros levando a minha esposa ao colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio". Eu balancei a cabeça, mesmo discordando, e, então coloquei-a no chão assim que atravessámos a porta da casa. Ela foi apanhar o autocarro para o trabalho e eu dirigi-me para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós os dois. Ela apoiou-se no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava.

Então percebi que há muito tempo não prestava atenção a esta mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, o seu cabelo estava a ficar fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

 

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada à Teresa, mas ficava a cada dia mais fácil levá-la ao colo do nosso quarto à porta de casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração… Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei nos seus cabelos.
O nosso filho entrou no quarto nesse momento e disse "Pai, está na hora de você levar a mamã". Para ele, ver o seu pai carregando a mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa.

Minha esposa abraçou o nosso filho e segurou-o nos seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu levei-a nos meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada. A sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro deixou-me triste.

No último dia, quando eu a segurei nos meus braços, por algum motivo não conseguia mover as minhas pernas. O nosso filho já tinha ido para a escola e eu vi-me a pronunciar estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui guiar para o trabalho... Fui até à minha nova futura morada, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia... Subi as escadas e bati à porta do quarto. A Teresa abriu a porta e eu disse-lhe "Desculpe Teresa. Eu já não quero divorciar-me".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?".

Eu tirei a sua mão da minha testa e repeti "Desculpe Teresa. Eu não vou divorciar-me. O meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que levei a minha esposa do nosso casamento para a nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Teresa então percebeu que era sério. Deu-me um estalo, bateu-me com a porta na cara e pude ouvi-la a chorar compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei uma dúzia de rosas para a minha esposa. A empregada perguntou-me o que eu gostaria de escrever no cartão.

Eu sorri e escrevi: "Eu te levarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com as flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama… morta.

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Minha esposa estava com cancro e andava a tratar-se há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Teresa para perceber que havia algo que não estava bem.

Ela sabia que morreria em breve e quis poupar o nosso filho dos efeitos de um divórcio, prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós os dois juntos todas as manhãs. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento.

Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto.

cancro-mama

 


Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir.

 

 

 

publicado por FV às 16:50
sinto-me: em baixo...
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