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Dez 10

Juntos têm inventado e reinventado sentimentos, emoções, formas de estar, acompanhados ou em solidão, muitas vezes só aparente, novas sensações e outros pontos com letras do alfabeto, ou, pelo menos a expô-los um ao outro, alguns nem sabiam bem o que sentiam, só sentiam, não partilhavam, não atingiam a plenitude do sentido dos sentidos da vida, esta tem sido a saga do Homem de da Mulher que tem tido de um a evolução constante, cada vez mais rápida, urgente… será isso bom?

Como tudo à nossa volta, tudo passa a correr, tipo ‘xuinga’, mastiga e deita fora, será isso que a relação entre um homem e uma mulher deve ser?

Estamos outra vez a viver uma Grande Guerra Mundial?

Parece… pois nesses momentos, principalmente na segunda, através de relatos e fatos históricos sabemos que assim foi, uma certa pressa, por desconhecimento do amanhã, a adrenalina da expetativa da chamada para o próximo ataque fez com apressadamente muitos se casassem, pois então… naquela época, e, outros nem por isso, já nem tiveram tempo.

Como podemos ver, não há muito tempo, sim, não há mesmo muito tempo, por exemplo no tempo dos meus avós, aquilo de que vos falo no início, teria deixado a pesada maioria dos portugueses horrorizados, a benzerem-se várias vezes e sei lá mais o quê.

Romeu e Julieta

Isto para chegar à conclusão que afinal o homem e a mulher conseguem fazer muitas coisa juntos, o que cada vez mais se comprova, mas… não é assim tão claro e evidente, como estarão neste momento alguns já a pensar, dizendo para si próprios, lá vem esta conversa outra vez!

Há mais mulheres em destaque em diversas áreas de atividade, por exemplo, na política, a recente vitória de uma mulher nas eleições para a presidência do Brasil, a Argentina também tem uma mulher como presidente e há mais, por aí, felizmente, eu já vos conto o porquê do ‘felizmente’, há mais, mas esta não é a regra, a normalidade, estas são as exceções à regra.

Quanto à regra e à normalidade, ficamos já com o assunto arrumado, elas são mais, assim, proporcionalmente deveriam ser mais em lugares de destaque e sem ser de destaque, na sociedade em geral, é normal, natural, ponto final.

Com isto não estou a querer dizer que as mulheres são melhores que os homens!

Agora isso é outra história, bom e mau, isso há em todo o lado e ninguém pode garantir que uma mulher não venha a ser pior que um Sócrates! Não me venham com a história dos filhos e da força, isso é conversa antiga e já não cabe mais neste século. A mulher precisa de dar à luz com a companhia do pai da criança que deve ter tempo para se dedicar a essa nobre tarefa tal como a mãe antes e pós parto, dividindo tempo em casa e as respetivas tarefas.

Quanto à força, meus senhores vão lá ter um filho e depois digam como é que é e se querem ter mais algum!

Força, não é só a muscular, então e a outra, ou, vamos continuar a enganar quem? Vamos embebedar-nos, metermo-nos na droga, frequentar bares de alterne, arranjar uma(s) amante(s) para descarregar… sim, é essa força, não há que ter vergonha isso trata-se e ninguém é maluco, nós é transformámos isto numa loucura, e a quebra acontece é porque somos todos sãos da cabeça, só os inconscientes e cobardes é que andam pela vida a ver as ‘caminetas da carrêra’ a passar!

Quantas mais mulheres entram e acabam cursos superiores em Portugal e mesmo no estrangeiro, mestrados e essas coisas todas, isto para falar a esse nível porque é um exemplo mais fácil de expor. Muitíssimas, mais que homens, então porque não estão colocadas nos seus devidos lugares, muitas vezes vazios, porque esta sociedade ainda machista, ('Idade da Pedra'?) prefere não ter a pessoa certa no lugar certo por ser uma mulher, prefere antes ter ‘ninguém’!

Isto é de um país europeu? Século XXI? Falar de quotas? Quotas? Revoltante! Dia Internacional da Mulher? Revoltante! A mulher não precisa dessas coisas, a mulher é um par, sem qualquer diferença relativamente ao homem, assim como, não existem distinções de raça, religião, cultura, ideias e mais o que lhes vier à cabeça, somos todos seres humanos!

O que me referia a felizmente termos por aí umas mulheres influentes, lamentavelmente exceções à regra, tem a ver com o fato de que a mulher tem uma mais-valia em relação ao homem.

Tem uma sensibilidade própria, só dela, um instinto, o que alguns chamam de um tal sexto sentido, que lhes permite tratar determinados assuntos de uma forma que nós não conseguimos.

E aí está a importância de haver mais mulheres em lugares chave do poder, em administrações de grandes empresas para que não se travem essas tais mais-valias, porque como sabemos os pólos do poder estão um pouco baralhados e o poder na verdade não está onde realmente deveria estar.

Mas isto também não está tão evoluído nestes campos, tal como no mais trivial, como, a entreajuda nas tarefas domésticas, pelos radicalismos, em que ambos os sexos entraram, diria ‘fatal como o destino’, aliás, tal como em tudo na vida, e, no que se passa no mundo, o radicalismo é o ‘Pai de todos os Males’.

No caso do homem e da mulher, reparem, só agora dei por ter escrito sempre primeiro ‘homem’ e depois ‘mulher’, mas só isto já vai ou podia dar pano para mangas, ou, se dava, penso que é algo que está no sangue, não digo de quem para não criar já aqui uma polémica, mas sabem de que falo, meia palavra… para bom entendedor, mas isto é assim uma espécie de um eterno ‘Tom & Jerry’, o gatito e o ratinho que me desculpem, e, depois vêm as pazes, hum… as pazes!

Na verdade muitos homens da minha geração têm feito um enorme esforço para se adaptarem a esta nova e justa realidade, já que foram formados pela velha guarda com os seus valores, onde até a maioria das mulheres se subjugava naturalmente à vontade do homem, também pela educação e formação que haviam recebido, salvo as destacadas sufragistas e outras mulheres que cedo começaram uma luta com tanto sacrifício sendo enxovalhadas, alvo de chacota de pancada e acabaram por ser apelidadas de tudo e mais alguma coisa, o que naqueles tempos não se compara tampouco ao que hoje assistimos.

Algumas mulheres reparam nisso, outras não dão valor e’ arrasam’ o que resulta algumas vezes em conflito, não seria mais fácil falar sobre o assunto, outra vez, sim, outra vez e outra vez, quantas forem necessárias, e, juntos poderiam tornar mais fácil a educação das novas gerações podendo neste momento este fenómeno estar muito mais adiantado, porque infelizmente notam-se ainda inúmeras bolsas de retrocesso nas gerações que aí vêm, embora muito já se tenha evoluído, mas em resultado de um trabalho isolado e com alguma confrontação pelo meio.

Até mais uma vez os partidos e políticos portugueses têm culpa, repito, culpa, não o escrevo por mero acaso, é mesmo culpa, porque sempre que há eleições vêm falar de quotas e o blá, blá, blá, blá, do costume que não cumprem, porque as deputadas só estão nas listas para as quotas e depois são substituídas pelos deputados, engraçado o que me aconteceu agora mesmo, por gralha tinha escrito deputos, por acaso tenho corretor automático, mas repeti o erro, gostei fica-lhes bem: deputos. Abstenho-me de transcrever o feminino.

Minhas senhoras, salvo as tais exceções, sim que eu lembro-me de uma que deu 2 murros na mesa ainda há bem pouco tempo, não as deixam fazer ou só estão a fazer de conta?

É que se assim for são uma vergonha maior ainda!

Não, não é possível que tudo isto seja uma ‘CoIncidência’ com tamanha ‘ComSequência’!

Bom, imaginem só o que não seria esse processo ter sido desenvolvido em conjunto, tal como outras coisas?

Vamos a isto!

Não se importem com as anedotas, criem ‘contraditórios’, as anedotas trazem os assuntos ao de cima, têm o condão de alertar e denunciar situações, provocam a conversa e isto é válido para este e outros temas melindrosos.

Há que ter ‘fair play’ não impor limites, senão temos briga, porque quem ou o quê que decide os limites?

É preciso é dar resposta à altura, contando outra anedota ou até a tal ‘contraditória’, ou, aproveitando para começar uma conversa mais séria a partir daí, tipo …leram aquele artigo muita giro sobre os homens e as mulheres no novo blog do Fernando… bem interessante! (aproveitei bem a boleia, heim?)

 

 

publicado por FV às 18:36
sinto-me: extra terrestre!
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