08
Set 12

Ontem estivemos perante um acto de violência perpetrado pelo PM deste país através da televisão, mesmo faltando a sinalização do círculo da praxe no canto superior direito dos monitores.

No geral não surpreende o que veio anunciar, afinal era o que se esperava e não o que se desejava.

No seu papel, de quem está a fazer um grande sacrifício pessoal ao anunciar as medidas, vem dizer-nos ser as únicas que podem dar uma solução a esta crise.

É de salientar a sistematização que fez descrevendo detalhadamente as medidas que nos afectam directamente e a ligeireza com que não se referiu a medidas a aplicar em relação ao despesismo do aparelho estatal e mencionando por exemplo as fundações, sem concretizar nada, assim como a manutenção do que está implementado relativamente aos detentores de maior riqueza e nos lucros das empresas.

Quer dizer que as primeiras estão decididas e contra tudo e todos vão ser aplicadas, as segundas é para continuar a fazer levantamentos e depois logo se vê. Quanto às terceiras nada muda… que só pode porque estamos a falar do poder económico-financeiro que aí está inserido com as implicações que isso acarreta na sociedade actual.

Só com uma pequena nuance as empresas têm uma redução substancial na taxa da Segurança Social.

Estoicamente escolhe desemprego, em vez do termo crise, como o monstro para assombrar os portugueses e apresentar como o alvo a atingir justificando os tais cortes que se não forem aplicados a situação do desemprego não se resolve.

Como é evidente esta opção de mencionar o desemprego é o reconhecimento que os portugueses não estariam muito mais tempo dispostos a debelar uma crise que já consideram culpa dos actores do situacionismo e assim procurou-se apelar ao sentimento de solidariedade português que se tem feito notar em grandes causas ao mesmo tempo que se o desemprego aumenta pode vir a acontecer aleatoriamente.

Esqueceu-se foi de dizer que as medidas anteriores de mesmo teor que as que agora apresenta é que aumentaram os números do desemprego em flecha e rapidamente.

Por falar em flecha, temos um Robin dos Bosques mas ao contrário roubam-se os pobres para dar aos ricos. Isto é equidade segundo o manual do sistema que temos.

Que faria um médico para tratar um doente ao qual está a ministrar um determinado antibiótico se este não está a fazer efeito:

- Aumentaria a dose ou tentaria outro tipo de antibiótico?

Não é preciso ser médico para saber a resposta, basta ter passado por isso como doente e ver a sua saúde melhorar, nem que seja ao fim de receber três ou quatro tipos de antibiótico de diferentes espectros, logicamente sem poder aprofundar mais esta questão porque o facto de estar doente não nos confere o doutoramento em medicina (isso é só para alguns).

Decididamente esta austeridade não tem resultado e a saúde do doente está a agravar-se, sendo que esta opção de reforçar a dose o vai matar.

Não é que seja contra a austeridade mas sou a favor daquela completamente oposta da que vamos tendo, a que é realmente preciso implementar.

Será agora que os portugueses voltarão a colocar um pano preto à janela contra este sistema esquisito que nos estão a impor como já o fizeram no tempo de Santana Lopes, ressalvando que não estou a fazer qualquer juízo de valor mas tão só a dar mais um exemplo de como funciona esta “democracia”, movidos por uma campanha encabeçada pelos meios de comunicação resultado de intrigas político-partidárias já do conhecimento público e não tanto por erros de governação o que para tal nem teve muito tempo ao contrário dos governantes dos últimos anos ou vão votar nas alternativas já esgotadas?

Convém fazer as contas do que cada um vai passar a receber já e não esperar pelo ano que vem e só dar por isso quando receberem o salário de Janeiro porque é preciso actuar de imediato seja como for e estiver ao alcance de cada um.

Não sei porquê recordei-me agora de uma burlona que há uns anos atrás abordou a minha mãe na rua e com um enredo em que eu teria tido um acidente e estava no hospital, deu-lhe de tal maneira a volta que a minha mãe lhe deu todo o dinheiro que tinha e ainda foi ao banco levantar o resto para lhe dar.

É verdade há pessoas assim, mentem e manipulam sem olhar a quem e a dificuldade de prender burlões é porque a lei obriga a que se prove que não estamos a dar o que é nosso por vontade própria pelo que o melhor mesmo é afastarmo-nos deles e se for preciso empurrá-los.

publicado por FV às 15:09
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